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Capitulo Segundo - Explicações

-Meu nome é Anala, sou irmã de bela.
Ninguém se moveu ao ouvir a afirmação desta jovem. Enquanto falava ela se levantou de forma tranqüila e se colocou ao meu lado. Nem tinha percebido que havia me levantado. Eu então pude ver que minha percepção da cena estava errada, aquela não era uma garotinha em perigo. Seu corpo era sim de uma jovem de 16 anos, mas seus olhos eram tão intensos, pareciam cansados e muito antigo, semelhante ao que via em meu marido, uma alma velha presa a um corpo jovem...me vi presa no olhar daquela jovem, minha irmã, porque ela disse isso?
Imagens começaram em minha cabeça...uma fogueira, alguém estava preparando uma fogueira no meio de uma aldeia. Muita lama, animais espalhados junto a fezes e feno. Crianças pálidas. Estava frio e escuro, me senti dentro de uma caixa, uma pequena tabua solta me permitia ver o exterior. Madeiras e um aglomerado de pessoas, era tudo o que eu conseguia ver. Ouvia os gritos ‘’Bruxa’’, ‘’filha do diabo’’, ‘’feiticeira’’ , pequenos baques eram sentidos pela madeira, as pessoas estavam jogando alimentos podres sobre aquela caixa. Meus braços estavam dormentes e ao olhar para baixo os vi presos por cordas grossas e de aparência forte, uma linha de corda seguia até meus pés que também estavam presos.
As pessoas começaram a se afastar, um grande silencio se fez e uma porta foi aberta. O Sol me cegou por alguns instantes, quando voltei a mim olhei para meu corpo, minhas roupas estavam rasgadas e sujas mal cobrindo meu corpo, senti cheiro de sangue e o vi escorrendo por meu braço. Minha cabeça latejava de tanta dor. Todo aquele lugar tinha cheiro de sangue. Um homem me puxou forte atirando-me ao chão, senti todo o corpo doer.
Não conseguia encarar as pessoas, estava com medo. Aquela fogueira foi preparada para mim, eu fui considerada uma bruxa, uma feiticeira. Senti minha visão ficar embaçada e logo lagrimas quentes corriam por meu rosto se misturando a sangue e terra. O homem que me tirou da carroça agora colocava meu corpo no centro das pilhas de madeira, minhas mãos foram presas sobre a cabeça e minhas pernas em um tronco maior posto a meus pés. O fogo começou, meu corpo ardia enquanto a madeira estalava. Não podia gritar, não seria justo...finalmente olhei pela multidão e eu à vi, dois olhos da cor do mar cheios de dor...Anala....seja forte minha irmã......as chamas aumentaram e não agüentei eu gritei.......
-Nãaaaaaaoooooooooooooooo.
Foi só o que consegui gritar ao ver que o corpo da jovem, o meu corpo, estava vazio, morto.
-Bella, Bella, o que ouve? Me responda Bella.
Meu corpo estava sendo balançado, o aperto se intensificava junto a ansiedade de meu marido que não havia entendido a razão de meu grito desesperado. Não me dirigi a ele, apenas me separei de forma delicada de seus braços angustiados e voltei meu corpo de frente a jovem.
-Porque eu fui morta?
Todos ao meu lado ficaram imóveis e em menos de um segundo o corpo de Edward ficou de forma protetora a minha frente, assim como o de Jacob protegia Nessie. Ambos rosnaram.
-O que você mostrou a ela? O que é você?
Sai de traz de meu marido e me coloquei de frente a ele, minhas mãos tocaram suas têmporas e eu lhe mostrei o que havia visto segundos antes. A garota não esboçava nenhuma reação, aguardava sua chance de se explicar de forma paciente.
Edward ficou imóvel ao meu toque e seu corpo tremeu ao ver o meu queimando na fogueira. Eu não sabia se aquilo havia sido uma ilusão, uma verdade de um passado distante, uma forma de manipulação de mente....nada fazia sentido. Olhamos os dois para a jovem e então ela sorriu um sorriso de criança, havia tanta inocência naquele rosto. Emanava compreensão.
-O que você fez a mente dela? O que deseja conosco?
As palavras saíram entre os dentes trincados de Edward e sua fúria foi tanta que Jacob rosnou junto a ele de forma a intimidar a jovem. Eles a teriam matado em segundos se eu não tivesse intervindo novamente.
-Eu te conheço?Conheço seus olhos, mas não me lembro de mais nada.
-Sim. Você me conhece muito bem. O que você acabou de ver foi uma lembrança. Fico triste em saber que sua primeira lembrança seja de sua morte e não de seus momentos enquanto viva. Esta sua lembrança já tem alguns anos, foi da sua primeira vida, a única que tivemos juntas. Preciso que acredite em mim, que me ouça.
-Edward, eu sei que pode ler minha mente, então veja, entenda quem eu sou. Mentalmente fiz este pedido ao homem que protegia minha Irma com tanto amor e fúria, como se a vida dele dependesse da dela.
Os dois se olharam por alguns minutos. O tempo parecia uma eternidade. Estava em completa agonia, segurava forte sua mão enquanto sua cabeça tombada para o lado não tinha nenhuma expressão. Sua outra mão estava erguida com a palma aberta como se solicitasse que nos aguardássemos. Aquele silencio estava sendo incomodo, só o som de dois corações batendo me diziam que eu ainda estava ali. O coração de minha filha estava mais rápido que o habitual. Ela também estava em agonia ao ver seu pai tão imóvel.
-Ohhhhhhhhhh.
Foi só o que ele disse e todos nos movemos novamente.
-Há muito mais em sua mente do que já vi na vida. Penso ser impossível olhando para você, uma jovem em corpo de criança. Não é possível, mas sua mente é sincera, não há mentiras. Eu não entendo.
Edward andava de um lado para o outro tentando entender tudo que havia visto. Ele falava sozinho e gesticulava de forma incoerente. Nunca havia o visto em tamanha agonia.
-Vamos para a casa de Carlisle. Há muita coisa a ser dita e explicada e este não é o melhor lugar. A policia recebeu um chamado informando sobre o tiro, a viatura esta próxima, vamos para o carro.
Caminhamos em direção ao carro, todos em silencio. Ficamos os cinco parados ao lado do carro sem compreender ainda o que seria feito.
-Se não for pedir muito, gostaria de visitar vocês esta noite, mas antes tenho que passar no hotel e pegar minhas coisas. Posso segui-los com o meu carro se não for um incomodo.
-Claro. Vamos levá-la até o hotel.
Nos entramos no carro e fomos de forma silenciosa ate o hotel. O rosto de Jacob era suplicante por informação, mas nada falamos naquele momento. Anala desceu e se perdeu no escuro da entrada. Todos ainda estávamos em choque.
-O que foi tudo isso? Quem é esta garota Edward? As palavras saíram aos gritos da boca de Jacob.
-Calma, não há com o que se preocupar. O que ela diz é verdade. Por mais estranho que pareça Bella, ela é realmente sua irmã.
-Como, não é possível. Eu não tenho nenhuma irmã....
Não consegui falar mais nada. Edward me silenciou colocando seus dedos em meu lábio.
-É difícil de compreender, eu mesmo não entendi tudo o que ela me mostrou. Será melhor aguardarmos enquanto ela se explica. Toda a família deve ouvi-la. Agora vamos, ela já deixou o edifício.
Um carro simples nos seguia pela estrada, levamos mais tempo do que o habitual para chegarmos em casa. O carro de Anala não era nada parecido com os que estávamos acostumados, seu motor era mais semelhante ao de minha antiga picape Ford. Minha filha não agüentou todo aquele silencio.
-Mãe, o que foi aquilo? Porque você disse que morreu? O choro já corria por seu rostinho de anjo, ela estava muito assustada.
-Acho melhor mostrar a ela Bella, logo todos irão saber mesmo.
Eu segurei a mão de minha filha e compartilhei com ela tudo o que havia visto antes. Jacob estava segurando sua outra mão e também pode sentir toda aquela agonia, dor e medo. Seu corpo começou a tremer, mas logo que as imagens acabaram ele se acalmou com o toque de minha filha. Esta era uma forma incomum de comunicação, mas estava se fazendo muito útil dentro de casa, principalmente quando queríamos brincar com a paciência de Edward.
Com o passar dos anos o dom de minha filha se expandiu, alem de se comunicar com os outros através do toque, ela podia criar uma rede de comunicação entre três pessoas, quando a tocávamos ela recebia e transmitia a informação. A melhor parte desta historia é que quando eu era uma das pontas meu escudo acompanhava minhas lembranças e o que era dito ficava escondido por ele. Toda a família se divertia com este meio de comunicação que excluía meu marido, as vezes tinha pena dele, alem de não poder jogar com a família agora era motivo de piadas silenciosas, claro que depois eu acabava contando tudo para ele e uma perseguição começava pela casa. Todos acabavam sorrindo no final e molhados nas vezes que Edward pegava Nessie e a jogava no riu, a única que não se molhava era Rose, seu gênio falava mais alto.
-Mãe...-sua voz doce me tirou de meus devaneios – eu não vou te perder, você não vai morrer. Esta garota tem que ir embora...-nenhum outro som saiu por seus lábios, ela agora soluçava e tremia de forma descontrolada. Me lancei ao banco de trás do carro e a coloquei em meu colo como se ainda fosse um bebe.
-Calma querida, foram só lembranças. Algo que ela quis me mostrar. Isso não vai acontecer. Calma. – Massageei suas costas por longos minutos, ate que ela se sentiu confortável e se acalmou.
-Bella, Anala não te mostrou nada. A visão é sua, uma lembrança sua de outra vida. Nem eu mesmo entendi o que aconteceu. Vocês estão ligadas de uma forma muito estranha, parece que são uma pessoa só.

Todos ficamos presos a nossos pensamentos novamente, buscando explicacões, respostas, algo que diminuisse a agonia que se tornou aquela noite.

Quando chegamos a casa de Carlisle todos já aguardavam na porta. Alice estava saltitando e com um grande sorriso no rosto. Se ela estava feliz, com certeza suas visões eram boas. Descemos do carro de forma silenciosa e a jovem se fez presente ao nosso lado.
-Vamos entrar. Todos vamos ouvir sua historia e então decidir o que será feito.
Com um leve aceno de cabeça ela concordou e então caminhamos em direção a casa.


Autora: Mayra

5 comentários:

Carla Black disse...

Gente, impressionante, a autora está de parabens...

aguardando os proximos capitulos...


bjs

karen15155 disse...

aguardando os proximos capitulos!!!
ta muito bom !!!

Máyra disse...

Obrigada Carla e Karen pelos comentarios...é muito importante para mim saber que estao gostando...me inspira muito...bjs

Anônimo disse...

nossa maldade to super ansiosa pra ver os próximos capitulos ta fic

Máyra disse...

Para Anônimo....nao demorará muito......espero que goste do próximo também....bjs

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