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CAPÍTULO 23 – REALITY SHOW DA NESSIE

(POV NESSIE)



Realmente Billy nos passou um grande susto. Apesar da gravidade de sua crise cardíaca, ele conseguiu superar e dois dias depois já estava respirando sem a ajuda dos aparelhos. Vovô garantiu a Jake que ele ficaria bem.
Graças a Deus meu pai não veio junto com Carlisle. Ainda não estava preparada para enfrentá-lo quando soubesse que eu tinha perdido a virgindade.
Nestes dois dias em que Billy esteve em estado crítico, praticamente não vi Jake. Ele ficou o tempo todo junto do pai, no Posto de Saúde, como bom filho que era. Rachel e Paul também retornaram da viagem que faziam e trouxeram Rebecca com eles. Assim, os três irmãos puderam dar apoio e carinho a Billy, neste momento tão difícil.
Meu avô já poderia voltar e me levaria junto. Jake disse que ia conosco, pois não queria que eu conversasse sozinha com meu pai.
- Jake, não precisa vir comigo, eu resolvo tudo com meu pai. Ele não vai fazer nada contra mim. Fique com Billy – falei.
- Não Nessie, não vou deixá-la enfrentar Edward sozinha. Vamos estar juntos na hora que ele descobrir, pois é claro que vai ler nossas mentes antes da gente contar. A minha, pelo menos. – Jake disse, revirando os olhos. - Rachel e Becca ficarão com meu pai. Ele já está bem. Sam e o resto da alcatéia vão ficar de olho para ver se pegam aquele sanguessuga que fez isso com ele – falou decidido.
- Dessa vez não vejo como não haver uma briga entre vocês dois, ele vai ficar louco quando souber o que fizemos. – Sentia um frio na barriga só de pensar.
- Vai mesmo, mas não há nada que ele possa fazer. Você agora é inteiramente minha – falou, abraçando-me carinhosamente – e ele vai ter de aceitar isso.
Apertei-o junto a mim. Era incrível como me sentia segura em seus braços. Eu agora sabia que não teria forças para ir embora da vida dele. Tínhamos feito amor e fora maravilhoso, perfeito, mágico. Ter Jake da forma que eu tive me mostrou que nosso amor era mais forte que tudo. Juntos enfrentaríamos qualquer obstáculo e o maior deles estava por vir... meu pai e seu ciúme descontrolado.
- Nessie, desculpe-me não ter ficado mais com você nesses dois dias, depois que fizemos amor. Queria ter estado do seu lado, ter tido tempo de dizer o quanto você me fez feliz... O quanto fazê-la minha foi muitas vezes mais maravilhoso do que imaginei – Jake falou docemente em meu ouvido, cuidando para Carlisle não ouvir.
Não disse nada, apenas coloquei meus lábios nos seus, beijando-o com todo o amor que havia dentro de mim.
- Não podia ter sido mais lindo do que foi, Jake – falei, olhando em seus olhos, cheia de paixão. – Eu te amo.
- Também te amo, Nessie. De um tanto que não cabe em mim.
Nos beijamos apaixonadamente. Enfim estávamos tendo novamente um tempo para nós.
Pouco depois meu avô entrou na sala, dizendo que já podíamos ir.
- Billy está ótimo, Jake. Não precisa se preocupar que amanhã mesmo ele já poderá vir pra casa.
- Obrigado, Carlisle. Sou eternamente grato por sua ajuda e pelo carinho que dedicou a minha família. – Tinha muita sinceridade em suas palavras. Jake realmente gostava e admirava muito Carlisle.
- Nossa família – corrigiu meu avô, olhando para nós dois. – Acho que vamos nos unir mais rápido do que eu imaginava.
Fiquei corada quando ele disse isso. Parecia que já sabia o que tinha acontecido, ou pelo menos desconfiava.
Quando entramos na estrada que levava a nossa casa, comecei a cantar mentalmente a música do elefantinho. Tinha de manter Jake longe de meus pensamentos.
“Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam... incomodam muito mais, três elefantes incomodam... incomodam... incomodam muita gente, quatro elefantes incomodam... incomodam... incomodam... incomodam muito mais, cinco...” E assim fui cantando, parecendo uma doida varrida.
Desci do carro no “dezoito elefantes incomodam...”. Se até eu já estava nervosa com aquilo, imagina meu pai...
- POSSO SABER O QUE ESSES DOIS IRRESPONSÁVEIS ESTÃO TENTANDO ESCONDER DE MIM, CANTANDO ESTA MÚSICA IRRITANTE?
Olhei na hora para Jake. E não é que ele tinha tido a mesma idéia que eu.
“vinte e cinco elefantes incomodam... incomodam... incomodam... Faz amor comigo, Nessie... incomodam... incomodam... incomodam... agora é com você, menina... incomodam... incomodam... você foi perfeita... incomodam....”
Por mais que eu tentasse, meus pensamentos tinham vida própria. As imagens da gente se amando vinham na minha cabeça independente de minha vontade.
A sala já estava cheia. Minha mãe, vó Esme e meus tios; todos vieram para saber qual era o novo motivo para o “piti” do meu pai.
- RENESMEE, O QUE FOI QUE VOCÊS FIZERAM?? – Não sei como, mas ele conseguiu ficar vermelho de raiva.
- PRONTO, COMEÇOU O REALITY SHOW DA NESSIE!! TÔ CANSADA DE VER MINHA VIDA NA RODA, CHEGA!! TUDO O QUE EU FAÇO TODO MUNDO FICA SABENDO. POR QUE VOCÊS NÃO COLOCAM LOGO NA TELEVISÃO? TALVEZ ENTRE MAIS UNS MILHÕEZINHOS PARA NOSSA CONTA. – Eu estava no meu limite. Não agüentava mais ver minha privacidade ser invadida daquela forma.
Minha mãe se posicionou perto de mim, provavelmente preocupada com a possibilidade de Jake se transformar ao meu lado e me machucar. Ele não suportava me ver sofrendo e ela sabia que ele faria qualquer coisa para me proteger, até atacar meu pai.
- SEU FILHO DE UMA CADELA, VOCÊ TRANSOU COM MINHA FILHA?!?! – Os braços do meu avô e do Tio Emmet foram fortes e rápidos o suficiente para segurar meu pai, que já se jogava sobre Jake.
Tio Jasper bem que tentou apaziguar os ânimos, mas nem todos os anjos do céu dariam jeito no “barraco” que estava se formando naquela casa.
- DEUS DO CÉU!!! VOCÊ NÃO USOU PRESERVATIVO? – Meu pai ia ter um troço a qualquer momento. Quanto mais lia os pensamentos de Jake, mas louco ficava.
- Jake, – olhei para ele desesperada – para de pensar no que a gente fez, pelo amor de Deus!!
- Eu dei remédio para ela tomar depois, Edward. Não se preocupe, não há risco nenhum dela engravidar. – Ele não sabia se explicava-se com meu pai ou se me dava atenção.
“Ai meu Deus, o remédio!!!”, pensei.
- VOCÊ ESQUECEU DE TOMAR O COMPRIMIDO? EU NÃO ACREDITO!!! – Com as mãos na cabeça, meu pai era a imagem de um vampiro surtado. – ISSO NÃO PODE SER UM PESADELO... EU NÃO DURMO!!!!
- ESQUECEU?? – Agora era Jake quem gritava comigo, olhando-me com uma expressão de perplexidade e desespero.
- Eu... bem, eu... É que o Billy... Eu.. EU ME ESQUECI SIM, NÃO TOMEI A DROGA DO REMÉDIO... – Gritei, enfim. Eu mal conseguia ficar em pé. Ia desmaiar a qualquer momento.
Jake ficou branco.
- Desculpa, Jake. - As lágrimas já desciam por meu rosto.
- Tudo bem, Nessie. Não vai acontecer nada, meu amor. Fique calma – Jake segurou minha mão, daquele jeito protetor e carinhoso de sempre.
- Foi só uma vez, gente, ela não pode ter engravidado. – Tia Alice tentou amenizar a situação, mas Jake tinha de estragar tudo com aquela p... de mente escancarada.
- CINCO VEZES!!! EU VOU TE MATAR, SEU CACHORRO PERVERTIDO. - Se não fosse meu pai estar sendo segurado por Tio Emmet, ele teria realmente matado Jake naquela hora.
- Se deu bem, heim Nessie!!! O cachorro mostrou serviço! – Tio Emmet tinha de se manifestar, não agüentava ficar com aquela boca fechada.
- CALA BOCA, EMMET!! – Todos falaram ao mesmo tempo, deixando ele um pouco sem graça... mas só um pouco.
- Jake, pára de pensar ou quem vai te matar sou eu – falei brava, por ele estar expondo toda a nossa intimidade.
- Estou tentando, Nessie, mas o estuprador de mentes aí não deixa. – Pelo visto ele já tinha se dado por vencido. Meu pai sempre falava que seus pensamentos “gritavam”.
- SÓ TEM UM ESTUPRADOR AQUI NESTA SALA, SEU TARADO MOLESTADOR DE CRIANÇA, E É VOCÊ. – A coisa já tava parecendo briga de cortiço.
- Pai, eu não sou mais criança. Precisa entender isso de uma vez por todas. – Como podia convencê-lo disso se ele ainda me via como sua garotinha de seis anos?
Eu estava morta de vergonha e de medo. Como pude esquecer de tomar o comprimido? E agora?
- SE VOCÊ ENGRAVIDOU MINHA FILHA, SEU CACHORRO VIRA-LATA, ESSA CRIANÇA VAI NASCER ÓRFÃ, NÃO DUVIDE DISSO.
Ninguém ali na sala duvidava.
- Eu quero me casar com Nessie, Edward. Eu assumo qualquer conseqüência dos meus atos. Se você permitir a gente se casa o mais rápido possível. – Jake parecia mais calmo. Suas palavras saíram firmes, confiantes.
Olhei em seu rosto e ele sorriu para mim. Um sorriso que dizia mais que mil palavras.
- É pai, a gente se casa hoje mesmo, se você quiser.
Todos os olhares se voltaram para meu pai. A resposta dele era ansiosamente aguardada.



CAPÍTULO21 – FAZENDO AMOR... E OUTRAS COISAS MAIS.

(POV NESSIE)


... Entramos no carro e voltamos para casa. Olhei para trás e não o vi. Eu nunca mais o veria...
Eu chorava copiosamente, quando senti a freada brusca do carro. O braço forte e protetor do meu avô evitou que eu fosse projetada para frente. O susto me fez abrir os olhos. Não tinha como não ver a figura imponente de Jake, parado no meio da estrada, de braços cruzados e as pernas um pouco abertas. Seu rosto estava sério. Usava apenas bermuda.
Ele não demonstrava ter se incomodado com a possibilidade de ser atropelado. Parecia feito de pedra.
Aproximou-se da minha porta, abrindo-a.
- Nessie, não vou deixá-la ir embora desta maneira. Você pode até me abandonar depois, mas antes vai ouvir o que tenho a dizer. – Suas mãos me puxaram para fora, segurando-me firmemente junto dele.
- Carlisle, a deixe ficar aqui para podermos conversar. Depois eu a levo pra casa. Por favor, eu te peço, deixe Nessie aqui comigo. – Ele praticamente estava implorando que seu pedido fosse atendido.
Jake em nenhum momento perguntou se eu concordava.
- Vocês realmente precisam conversar. Ela pode ficar, eu me entendo com meu filho – meu avô falou. Ele simplesmente me olhou por alguns segundos, entregou-me minha mochila e acelerou o carro, me deixando desnorteada, ali, parada no meio da estrada, abraçada a Jake.
- Você ficou maluco? – Perguntei, assim que me dei conta do que tinha acontecido.
- Acha que ia deixá-la ir embora assim, Nessie? Você é minha vida, menina, tem de entender isso de uma vez por todas. – Falou, irritado.
Antes que eu dissesse alguma coisa, ele me pegou no colo e correu comigo para sua casa. Graças a Deus Leah não estava mais lá.
- Jake, meu pai vai surtar quando souber que fiquei aqui. Desta vez ele não vai pensar duas vezes antes de te atacar. – Eu realmente estava preocupada com a reação do meu pai.
- Eu quero que Edward vá para o inferno, Nessie. Neste momento a única coisa que me interessa é fazer você entender que não há mais ninguém no mundo que eu queira, além ser você. – Ele me colocou no chão, mas continuou segurando em meus ombros, me forçando a ficar de frente pra ele.
- Não torne as coisas mais difíceis do que já são, Jake. Deixe-me ir embora da sua vida. – Quanto mais próximo dele ficava, mas difícil era tomar a decisão certa.
Ele me puxou para mais perto e me beijou ardentemente. Nem se quisesse eu conseguiria afastá-lo. Correspondi àquele beijo sabendo que estava absolutamente derrotada pelo desejo que sentia por ele.
- Nessie – falou, interrompendo o beijo – não existe no mundo amor mais puro e verdadeiro que o meu por você. Não é uma mágica que nos une, é um sentimento intenso, uma conexão espiritual. Eu não te escolhi realmente, mas foi porque não havia escolha a ser feita. Só você é a pessoa certa para mim. Você me completa, me faz querer ser melhor. Não há nada que eu faça que não seja pensando em você. Como acha que poderei viver se for embora?
- Eu te amo da mesma forma, Jake, mais não quero que tenha de abrir mão de sua cultura e de suas crenças para viver do meu lado. Um dia vai acabar me culpando por tê-lo afastado do seu povo, de sua família.
- Nessie, nem todos pensam como Leah. Tudo o que ela disse estava impregnado de mágoa, de ressentimento. Ela não suporta a própria infelicidade, por isso é tão amarga.
- Ela pode ter sido grosseira e impiedosa, Jake, mas tudo que falou é a mais pura verdade, tem de reconhecer isso. – Falei, sentindo as lágrimas voltarem a escorrer de meus olhos.
- Não há verdade nenhuma nas palavras de Leah. Ninguém melhor que meu pai sabe o que é um imprinting. Ele nunca se sentiu traído por eu tê-la acompanhado. É claro que sentiu minha falta, mas ele entendeu que não havia a menor possibilidade de eu viver longe de você.
- Ah, Jacob, – falei soluçando de tanto chorar – como eu queria acreditar no que está me dizendo.
- Não chore assim, Nessie – disse, me abraçando mais forte ainda. – Um amor como o nosso não pode ser motivo de tanto sofrimento.
Passei os braços em volta de seu pescoço e colei meus lábios no seu. Tudo o que eu queria naquele momento era sentir seu gosto, seu cheiro, seu toque. Não havia nada que mais provava nosso amor do que a forma que nossos corpos reagiam um ao outro.
Jake me pegou no colo e, sem interromper o beijo, me levou para seu quarto, me colocando na cama. Deitou-se do meu lado e voltou a me beijar.
- Nessie – falou com a voz mais doce possível – quero fazer amor com você.
Aquele pedido me pegou de surpresa. Ele sempre fora o controlado da relação e agora estava me propondo transgredir o acordo que tinha feito com meu pai, desfazendo a trégua que se instalara entre eles.
- Por que isso agora, Jake? Por que justo no momento mais conturbado do nosso namoro você resolveu querer me fazer sua? – Queria entender o que estava se passando em sua cabeça.
Ele acariciou meu rosto com as pontas dos dedos, abriu seu sorriso mais lindo e me beijou terna e apaixonadamente.
- Porque sei que depois de nos amarmos você não vai mais ter dúvidas de que fomos feitos um para o outro - falou, quando seus lábios deixaram os meus.
- Mas você deve estar cansado, Jake. Não tem dormido direito, caçando estes vampiros. – Não sei de onde tirei aquelas palavras, acho que fiquei mais nervosa do que pensei.
- Nessie – ele disse rindo – está preocupada com o meu desempenho sexual? Eu posso te surpreender, menina. – Ele me deu um sorriso tão malicioso que fiquei corada na hora.
- Eu já não sei nem mais o que estou falando, Jake. Você me deixa meio tonta – falei, rindo sem graça.
Ele me abraçou carinhosamente e começou a beijar meu pescoço e orelha, me fazendo perder toda a capacidade de raciocinar.
- Faz amor comigo, Nessie. – Sussurrou em meu ouvido, me levando à loucura.
- Acho melhor você fazer comigo, Jake. Não sei muito como se faz isso. – Brinquei, falando bem pertinho de seu ouvido também.
- Então vou te ensinar...
A partir daquele momento não pensei mais em nada. Entreguei-me por completo às carícias enlouquecedoras de Jake.
Suas mãos me despiam com calma. A cada peça que tirava, Jake cobria de beijos minha pele exposta. Quando eu já estava completamente nua, e mais corada que tudo, ele se despiu por completo também. Eu já tinha visto “aquela” parte do seu corpo, mas confesso que ainda me impressionei com o tamanho. Ele percebeu minha expressão e sorriu.
- Não se preocupe, Nessie, não vou te machucar. Vamos fazer tudo bem devagar – sussurrou em meu ouvido, procurando gentilmente me deixar mais relaxada.
- Confio em você, Jake. Não estou com medo – falei, com os lábios colados no seu.
Jake não teve pressa. Encheu-me de carinhos e carícias, me fazendo quase perder o sentido algumas vezes. Então inverteu nossa posição, fazendo-me sentar sobre sua barriga.
Segurou minha cintura, elevando-me um pouco, de modo que nossos sexos se unissem, sem que houvesse a penetração.
Deu um de seus sorrisos deslumbrantes e falou:
- Faça do seu jeito, menina.
Olhei um pouco assustada para Jake e ele apenas continuou a sorrir.
Fui soltando devagar o peso do meu corpo, sentindo-me ser lentamente preenchida por Jake. Seus olhos fitavam os meus, me passando tranqüilidade. A sensação era maravilhosa. Não havia dor, apenas prazer... Um prazer indescritível.
Quando percebeu que já estava completamente dentro de mim, ele puxou meu rosto para próximo do seu e começou a me beijar gentilmente, com calma, mas com muito desejo.
Seguindo meus instintos, comecei a me movimentar numa dança sensual, provocando reações extraordinárias em meu corpo. Nossos gemidos eram altos e se misturavam aos beijos. Jake mudou de posição novamente, deixando-me embaixo dele, imprimindo seu próprio ritmo nos movimentos. Não demorou muito e nossos corpos explodiram juntos em espasmos. Fui ao céu e voltei.
Jake se deitou ao meu lado, me puxando para junto do seu peito. Sua respiração, assim como a minha, estava irregular.
- Eu te amo, Nessie. – Disse, beijando minha testa na mais linda demonstração de carinho. – Você foi perfeita.
- Foi tudo lindo, Jake, obrigada. Você também foi perfeito. – Falei, me apertando mais em seu peito.
Passamos o resto da tarde no quarto, nos amando mais e mais. Jake não demonstrou o menor sinal de cansaço. Era um amante exemplar. Adormeci em seus braços.
Acordei e percebi que Jake não estava na cama. Devia ser noite, devido a escuridão, mas não fazia idéia das horas. Havia um bilhete sobre seu travesseiro.
Nessie,
Fui ver meu pai no Posto de Saúde. Já volto.
Hoje você conseguiu fazer o que eu julgava impossível: Me fazer te amar mais!!
Jake.
Estava saindo do banho quando ele voltou.
- Desculpe ter te deixado sozinha. Precisava ver como Billy estava e também buscar isso para você – disse, me entregando um comprimido.
- O que é isso, Jake? – Perguntei, sem entender nada.
- É uma “pílula do dia seguinte”. Não percebeu que transamos sem camisinha, menina? Já temos problemas de sobra com seu pai – disse, ma abraçando pela cintura.
- Ah tá! – Falei, meio sem graça. – Vou tomar lá na cozinha. – Enfiei o comprimido no bolso da calça jeans e passei os braços em volta de seu pescoço, beijando-o apaixonadamente.
- Eu te amo muito, Nessie. Não fale mais esta besteira de que não é a pessoa certa para mim. Isso me machuca muito – falou, com um pouco de ressentimento na voz.
- Tá bom, Jake, eu também não posso viver sem você, ainda mais agora que fizemos amor. Como poderia abandonar um homem perfeito como você? – Falei rindo, sabendo o quanto se sentiria convencido.
- Hoje eu estava cansado. Sou muito melhor que isso. – Sua gargalhada ecoou pelo quarto. Sabia que ainda ia tirar sarro de mim por ter falado aquilo.
- Amanhã cedo vou te levar embora e conversaremos sobre o que aconteceu com Edward. Se ele quiser, a gente casa logo. Não vejo problema nenhum nisso. – O assunto agora era sério.
- Meu pai vai nos matar, Jake. Ele vai ver tudo o que fizemos na sua cabeça. Vou morrer de vergonha – falei, encostando a testa em seu peito.
Ele riu do meu desespero.
- Você não sabe o quanto foi constrangedor viajar com ele até aqui. Ele só não arrancou minha cabeça por causa do incidente com o meu pai.
- Jake!! – O Grito de Sam na porta da frente nos chamou a atenção.
- O que foi, Sam? – Perguntou, indo para a sala.
- Seu pai teve uma parada cardíaca. Vá para o Posto correndo.
Jake ficou branco. Olhou-me com uma expressão aterrorizada e saiu.
- Nessie – Sam falou – ligue para Carlisle e veja se ele pode retornar rapidamente. Vou para o Posto dar uma força para o Jake.
Fiquei sozinha. Minhas mãos tremiam quando liguei para meu avô, que prometeu que estaria de volta o mais rápido possível.

Capitulo 20 - SEPARAÇÃO

(POV NESSIE)


Ainda com o bilhete de Jake na mão, tentava segurar as lágrimas que insistentemente caíam de meus olhos.
- Filha, você não poderia imaginar que isso ia acontecer. Não pode se torturar desta maneira. – Minha mãe bem que tentava me consolar, mas não adiantava muito, eu não me perdoava por não ter estado junto de Jake justo no momento em que ele mais precisava de apoio.
- Eu devia estar aqui, mãe. Devia ter me despedido dele, ter dito que tudo daria certo, ter segurado sua mão... – Estava inconsolável.
- Quando ele ligar, vocês conversam. Vai se sentir melhor depois que falar com ele.
Acenei com a cabeça para minha mãe e subi silenciosamente para meu quarto. Não tinha nada que ela dissesse que poderia mudar o vazio que sentia em meu peito. Além da falta de Jake, sentia que tinha falhado como amiga e namorada. Ele não pôde contar comigo... e isso era um fato.
Aguardei ansiosamente que meu celular tocasse, mas nada.
Já era tarde da noite quando minha mãe entrou em meu quarto dizendo que meu pai tinha dado notícias.
- Billy, apesar de muito machucado, está fora de risco. Seu avô está cuidando dele. A alcatéia está caçando os vampiros e seu pai está vigiando a aldeia. – falou, animada com as notícias.
- Jake não me ligou, mãe... Ele está chateado comigo. – Nem fiz questão de evitar o choro.
- Filha, ele sabia que seu pai me ligaria, por isso não se preocupou em te telefonar. Ele está na floresta. Se bem conheço Jake, não sossegará enquanto não matar quem fez isso com Billy. – Disse, enxugando minhas lágrimas.
- Eu sei, mãe...
Deitei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos. Jake estava fazendo exatamente aquilo para o qual seu corpo foi constituído: Caçar vampiros...
Esta era sua verdadeira vocação. Por isso as transformações existiam. Por isso ele era um lobisomem, mas, por algum motivo muito forte que eu desconhecia, ele tinha abandonado tudo e se aliado a nós, seus inimigos naturais.
Metade de mim era tudo o que seu povo mais abominava. Eu era o “monstro do armário” das criancinhas da aldeia.
Como pude imaginar que teríamos alguma chance de dar certo? Nossas espécies eram inimigas, predadoras entre si.
Por mais que tentássemos esquecer tudo isso e nos isolarmos no nosso mundinho cor-de-rosa, a realidade nos encontrou.
Dormi chorando.
Acordei com o celular tocando. Era Jake.
- Jake!
- Oi, menina! Te acordei? – Sua voz parecia cansada.
- Jake, como você está? E seu pai? Eu queria tanto estar aí com você... – Estava fazendo um esforço tremendo para não chorar.
- Eu estou bem, Nessie, só um pouco cansado. Estou meio fora de forma – disse rindo. – Billy está melhor. Carlisle é muito bom no que faz. Eu também estou sentindo sua falta.
Era incrível como, mesmo sofrendo, Jake não perdia o bom-humor.
- Desculpe-me não estar aqui para apoiar você. Não me perdôo por isso. – Falei chorosa
- Nessie, não fique se martirizando por isso. Foi até mais fácil não ter de me despedir de você pessoalmente. Acho que eu sofreria mais ainda. Vou desligar, preciso descansar para trocar de turno com Paul. Te amo, menina, não se esqueça disso.
- Também te amo, Jake... Volta logo.
Como ele poderia amar alguém como eu? Por que eu, mesmo sendo de uma família de vampiros, merecia ser amada por Jake? Não era fácil entender. Todo o universo conspirava contra nós, no entanto, quando nos olhávamos nos olhos, era impossível não ver a força do amor que nos unia. Só podia ser mágica...
Sete dias depois, ele não tinha voltado. Meu pai e meu avô tinham chegado dois dias atrás, mas Jake ficou. Tinham matado dois vampiros, mas faltava pegar o líder do bando, e isso era questão de honra para ele.
Billy já estava melhor. Papai contou que ele tinha sido agredido no lago, enquanto pescava com um amigo, que conseguiu fugir para pedir ajuda. Por sorte Sam estava por perto e chegou a tempo de evitar que o líder deles matasse Billy.
Tudo o que eu mais queria era ver Jake, por isso tinha de tentar, mesmo sabendo que receberia um grande “NÃO” na cara.
- Pai, posso ir a Forks? Queria visitar Billy, afinal agora ele é meu sogro. – Tentei manter a voz firme, como se tivesse convicção que meu pedido era plausível.
- Nessie, faz idéia do quanto seu pedido é absurdo? Quer que eu deixe você ir pra casa de seu namorado sozinha, enquanto um vampiro sádico passeia por lá? – Meu pai me encarou como se achasse que eu estivesse doida.
- Sabe que Jake não permitiria que nada de ruim me acontecesse, pai. – Eu tinha de continuar tentando.
- Não, Nessie, de forma nenhuma eu permitirei que você vá pra Forks. Esqueça este assunto, por favor. – Lá estava eu, prisioneira de novo, como fui a vida inteira.
Pensei em gritar, mas resolvi falar em voz baixa mesmo.
- Tudo bem, pai, já estou acostumada a ficar presa em casa mesmo. – Pelo menos eu tinha tentado. Abaixei a cabeça e comecei a subir as escadas.
- Nessie! – Ouvi meu pai chamando.
- O que, pai? – Lá vinha mais sermão, só porque tinha pedido para ir ver meu namorado...
- Seu avô vai te levar lá, minha filha. Ele precisa mesmo mandar uns medicamentos para Billy. Arrume suas coisas.
O quê? Eu ouvi certo? Meu pai deixou??
Corri e me joguei em seus braços.
- Obrigado, pai! – Disse, dando um monte de beijos em seu rosto. Eu te amo, amo muito!
- Valeu, vô!! – Disse gritando, enquanto subia as escadas usando toda minha velocidade, deixando dois vampiros com cara de bobos para trás.
Pouco tempo depois, estávamos na Mercedes, indo para Forks.
Pedi que não contassem a Jake que eu estava indo, queria fazer surpresa.
Chegamos no final da tarde. Carlisle me deixou na cabana e foi para o Posto de Saúde, levar os remédios.
Chamei por Jake, mas ninguém respondeu. Como a porta estava aberta, entrei. Ouvi barulhos na cozinha e fui lá.
Não me lembro bem como tudo aconteceu, mas quando percebi havia um lobo enorme em cima de mim e eu, instintivamente, o joguei na parede, agindo verdadeiramente como uma vampira.
Levantei-me rapidamente, com parte das roupas rasgada e fiquei em posição de ataque. O lobo me fitou por um tempo e depois pulou a janela, sumindo na floresta.
Meu coração saltava no peito, sem entender nada do que tinha acontecido. Sentei-me no sofá e fiquei esperando que me acalmasse. Um tempo depois, não sei dizer quanto, pois estava quase em choque, Leah entrou na sala.
- Achei que fosse o vampiro que estávamos caçando. Jake diz que você não cheira mal, mas é só ele que não sente.
“Também te amo, Leah.”, tive vontade de falar. Nós duas nunca nos entendemos muito bem. Ela não nos perdoava por Jake ter ido morar conosco. Ela me olhou de cima a baixo, estranhando, provavelmente, meu desenvolvimento rápido.
- Onde está Jake? – Perguntei, evitando responder suas provocações.
- Caçando sua espécie. Por que será? Ah, já sei... Porque vocês tentaram matar o pai dele. – Ela agora tinha abusado do direito de ser sarcástica.
Minha vontade era quebrar todos os ossos daquela insuportável, mas me controlei.
- Então vou visitar Billy, enquanto Jake está fora. Pode me dizer onde fica o Posto de Saúde?
- Siga o cheiro de comida, querida. Billy está sangrando. – Disse, rindo ironicamente.
- Pode me dizer qual é seu problema, Leah? O que eu fiz com você para que tenha tanto ódio de mim? – Nunca tinha encontrado uma pessoa tão amarga quanto Leah.
- Você e sua mãe são uma maldição na vida de Jake. Primeiro foi Bella, que deu corda, deixando que ele se apaixonasse perdidamente por ela, depois casou-se com o sanguessuga que você chama de pai, gerando essa aberração – disse, apontando para mim - por quem Jake foi ter um imprinting, mas eu prefiro chamar de feitiço.
Tinha a impressão que estava pulando de um avião sem pára-quedas. Um buraco se formou em minha barriga enquanto eu tentava processar as palavras que tinham saído da boca cruel de Leah.
- O que você está dizendo? Que loucura é essa? – Minha esperança é que ela dissesse que tinha inventado tudo só pra me deixar nervosa.
- Qual é, sanguessuga quente, vai querer me dizer agora que não sabe do que eu estou falando? – Sua voz estava carregada de ódio.
Coloquei minhas mãos na cabeça e fechei os olhos. Eu sempre quis saber os segredos que guardavam de mim, mas agora desejava apenas esquecer o que tinha ouvido.
- Você disse que Jake teve um imprinting comigo? Igual ao de Sam e Emily? Quando foi isso? – Eu sequer abri os olhos enquanto perguntava.
- Foi no dia que você nasceu. Desde então ela virou seu capacho. Abandonou tudo por sua causa, até o próprio pai doente. Se ele estivesse aqui, teria protegido Billy. Vai lá ver como o coitado do pai dele está, todo quebrado em uma cama. E a culpa é sua, dessa corja que é sua espécie.
Saí correndo dali, não queria ouvir mais nada. Alguém tentou me segurar, mas eu o joguei longe. Só queria ficar sozinha, longe de tudo.

Capitulo 19 - O OUTO LADO – PARTE 4

(POV JAKE)


... Beijei-a mais uma vez, passando as mãos sobre seus seios. Eu não me cansava de acariciá-los.
- Tchau, menina. Desça logo antes que eu te leve para minha casa e termine o que comecei – cochichei em seu ouvido.
- Eu adoraria. – Ela sabia como me deixar louco.
Ouvi passos. Fiz um sinal avisando que alguém estava chegando. Era Carlisle.
Nessie saiu do carro e foi abraçá-lo. Cumprimentei-o com um aceno e liguei o carro, indo para minha cabana.
***************
Passei a noite me lembrando das coisas que fizemos naquela cama de hotel. Não conseguia me esquecer do corpo quase nu de Nessie, tremendo de prazer no meu colo. Tinha sido tudo perfeito. Imagina então como seria fazer amor com ela? Eu estava ficando maluco por aquela menina. Nunca pensei que era possível desejar tanto alguém assim. Achava que tinha amado Bella, mas o que sentia por Nessie era milhões de vezes mais forte.
No dia seguinte trabalhei até tarde na máquina de um cliente, para a qual comprei as peças. Só fui ver Nessie à noite. Já estava morrendo de saudade.
- Jake, está preparado para enfrentar meu pai? – Nessie perguntou, depois de um tempo que estávamos juntos.
- Pode deixar que eu converso com ele, Nessie. Não quero você se expondo à ira de Edward. Sou bem mais velho que você. Quem tinha de ser o responsável era eu, então deixa que eu me entendo com seu pai. Não vai ser a primeira vez que enfrento a fera – falei rindo, tentando deixá-la menos preocupada.
- Quando vocês vão me contar a verdadeira relação entre você e minha família? Pensa que não sei há muita coisa que não tenho conhecimento?
Apesar de termos evitado contar à Nessie meu envolvimento com Bella e sobre o Imprinting, era claro e evidente que ela sabia que algo tinha acontecido para justificar minha relação tão próxima com sua família. Esta omissão me preocupava, pois não sabia como Nessie reagiria se descobrisse. Talvez jamais entenderia.
- Sem “teorias da conspiração”, Nessie. – Disfarcei, tentando mudar o assunto.
Nessie ficou pensativa...
- Tenho medo que ele te machuque – voltou ao assunto anterior. – Meu pai é muito passional com relação a mim. Ele não vai te perdoar, Jake.
Ela me abraçou forte, como se quisesse me proteger.
- Nessie, não se preocupe comigo, sei me defender. Vai dar tudo certo.
- Mas para se defender você pode ter de machucá-lo, Jake. Ele é meu pai, eu o amo, apesar de tudo. Posso acabar perdendo os dois... – Sua voz estava carregada de medo.
Percebi que estava chorando e a abracei mais forte ainda. Seu medo procedia. Existia muita coisa mal resolvida entre mim e Edward. Um confronto entre nós poderia ser fatal para um ou ambos... Eu sabia disso.
“Mãe, se quiser evitar uma hecatombe, já desça do avião fazendo escudo em mim e no Jake. Depois eu explico.” Esta foi a mensagem que Nessie enviou à Bella, na tentativa de ganharmos um tempo para conversar com Edward antes que ele soubesse de tudo. Seu escudo seria nossa salvação.
Tentei convencer a teimosa da Nessie de que eu conversaria sozinho com seu pai, mas ela se recusou a não participar e fez questão de esperá-los comigo, enquanto Carlisle os buscava no aeroporto.
Sentamos no sofá de mãos dadas. Meu coração batia tão forte quanto o dela.
Nem bem ouvi o carro estacionando e...
- JAKE, SEU CACHORRO VIRA-LATA, POSSO SABER POR QUE BELLA ESTÁ FAZENDO ESCUDO EM VOCÊS? SE ENCOSTOU UM DEDO SEQUER EM MINHA FILHA, EU TE MATO!!!
“Ninguém disse que seria fácil”, pensei.
Levantei-me na hora e me posicionei à frente de Nessie, numa posição defensiva. Se aquele sanguessuga de merda tentasse encostar um dedo na minha menina, eu matava ele.
- Oi pai, também senti sua falta... – O sarcasmo de Nessie não ajudou muito a melhorar a situação...
- Edward, controle-se e cumprimente sua filha. – Bella o repreendeu. Parecia sem paciência com a crise histérica do marido.
Abraçou Nessie, beijando-a carinhosamente.
- Estava morrendo de saudades, Nessie. – Falou, carinhosamente.
- Eu também mãe. Espero que tenham se divertido. Você está linda bronzeada. – Era bonito ver o amor que as unia.
- O sol do Brasil é impiedoso – Bella falou rindo. Realmente ela estava muito bonita.
Edward abraçou Nessie e deu-lhe um beijo na testa, mas seus olhos negros não desviaram de mim um só momento. A única vez que me lembrava de ver tanta ira foi quando lutamos com os recém-criados.
- Edward, gostaria de conversar com você e Bella. – Falei, quebrando meu silêncio.
- SÓ QUERO SABER SE QUABROU O ACORDO, O RESTO NÃO IMPORTA. – Aquele vampiro estava me tirando do sério.
- Edward, meu filho, ouça o que ele tem a dizer – Carlisle interveio, mas Edward pareceu nem ter ouvido
- Eu não quero falar sobre um contrato, Edward, quero falar sobre Nessie, sua filha, minha namorada. – Talvez ele tivesse se esquecido que era o sentimento de uma pessoa que ele amava que estava envolvido naquela situação.
- QUEBROU OU NÃO QUEBROU? – Ele ficou numa posição que eu conhecia bem. Já tinha lutado com muitos vampiros e conhecia suas táticas de ataque.
Nessie estava entrando em desespero. Bastou um olhar seu e Bella tocou o braço de Edward, tentando acalmá-lo.
Minhas mãos já tremiam, anunciando uma transformação iminente. Tentava me controlar para não correr o risco de machucar alguém naquela sala. Meu alvo era apenas Edward.
Então os gritos de Nessie me deixaram sem ação.
- EU QUEBREI, PAI... EU!!!!! – Gritava, batendo a mão no peito. – FUI EU QUE PEDI A JAKE QUE ME TOCASSE. “EU” O SEDUZI. SE QUISER ACHAR UM CULPADO, ESSE ALGUÉM SOU EU!!! SE QUISER TRANSFORMAR OS MELHORES MOMENTOS DA MINHA VIDA EM MOTIVO DE GUERRA, FAÇA, MAS SOU “EU” QUEM VAI TER DE MATAR. “EU” QUEM TE ENVERGONHEI, “EU” QUEM TE DEVIA OBEDIÊNCIA... JAKE FEZ APENAS SEU PAPEL DE HOMEM. – Aquela garota era mais doida que o pai.
Pelo visto não foi só eu que fui pego de surpresa. Edward também baixou a guarda, olhando assustado e incrédulo para a filha.
- Você é só uma criança, Nessie. Não sabe o que está fazendo. – Falava baixo, mas ainda cheio de ódio. – Mas ele não é – disse, apontando para mim. – Ele é um canalha aproveitador, que não conseguiu a mãe, agora vai tentar a filha.
Gelei por dentro. Ele não poderia usar um golpe tão baixo assim.
- EDWARD!! – Bella gritou indignada.
- O que vo... você di... disse pai? – Nessie estava em choque. Não podia acreditar que Edward tinha feito aquilo com a própria filha. Ela se sentiria muito humilhada se descobrisse tudo daquela forma, na frente de todo mundo.
- Se vai jogar sujo dessa maneira, Edward, deixe-me pelo menos conversar com Nessie antes. – Falei com a cabeça baixa. Se olhasse na cara dele, acabaria fazendo besteira.
Edward, de repente, caiu em si. Sua expressão era de quem estava arrependido do que tinha feito, apesar de achar que era um pouco tarde para isso. O estrago já tinha sido feito.
- Nessie, querida – Bella tentou consertar – vamos deixar os dois conversarem. Seu avô ficará aqui para evitar qualquer confronto físico entre eles. Vamos para seu quarto.
- Vocês acham que podem insinuar uma coisa como esta e depois agirem como se nada tivesse acontecido? Realmente ainda acham que eu sou uma criança... Só saio desta sala quando souber que história é essa da Jake não ter conseguido você, mãe. O que é que não estou sabendo? – É claro que Nessie não ia deixar passar. Eu conhecia minha garotinha muito bem pra saber que agora ela iria até o fim.
- Nessie, meu amor, isto ficou no passado. São histórias passadas que não têm mais nenhum sentido. Só iriam te aborrecer sem necessidade. – Falei, tentando evitar que o passado estragasse nosso futuro, o que era bem capaz que acontecesse.
- Se elas têm sentido ou não, quem vai decidir sou eu. Se envolvem meu namorado e minha mãe, eu quero saber. – Falou chorando. Ela estava sofrendo sem necessidade, tudo por causa das insinuações despropositadas do pai.
Edward se aproximou de Nessie e passou a mão carinhosamente em seu rosto, enxugando-lhe as lágrimas. Seu arrependimento era evidente.
- É só um ciúme bobo que tinha da amizade deles, Nessie. Falei aquilo porque estava nervoso. Releve, por favor, não tem fundamento nenhum – Começou a se explicar.
- Olhe, - continuou – vamos deixar as coisas como estão. O que aconteceu entre vocês, aconteceu... não posso fazer nada para mudar. Talvez devamos apressar este casamento, mas vamos esfriar a cabeça primeiro, antes de tomarmos qualquer decisão.
- Tudo bem, pai, deixa pra lá. O que passou, passou. Só quero ser feliz ao lado de Jake e viver em harmonia com vocês. – Nessie tinha cedido muito facilmente. Alguma coisa estava errada. Não fazia idéia do que estava se passando naquela cabecinha.
- Você me faz perder a cabeça, Nessie. Ainda vou acabar fazendo uma besteira por causa de seu comportamento. – Edward desabafou.
- Pai, não precisa perder a cabeça, porque eu não perdi nada, viu? Se é que me entende... – Falou, sem graça, tentando deixar claro que ainda era virgem.
- Menos mal, Nessie... menos mal. – Edward saiu da sala acompanhado por Bella. Parecia arrasado. Também quem manda ter uma língua tão grande. Podia muito bem ter ficado calado. Agora tinha aberto uma ferida já cicatrizada. Só o tempo nos mostraria as conseqüências de suas palavras.
- Pronto, Jake, desta vez nos livramos ilesos – Nessie falou rindo, tentando disfarçar a tensão estampada em seu rosto.
- Assim espero, Nessie. – Fisicamente estávamos ilesos, mas emocionalmente...
Despedi-me de Nessie e fui pra casa preocupado. Sabia que ela estava confusa e insegura. Queria poder lhe contar tudo, explicar que nada que tinha acontecido foi tão forte quanto o amor que sentia por ela, mas preferi manter o silêncio. Era melhor assim...
Acordei mais relaxado. Seja lá o que viesse à tona, nosso amor era forte o bastante para superar. A própria Nessie já tinha me dito isso.
Enquanto fazia o café, fui surpreendido por uma visita da minha garotinha. Ela estava linda, apesar de parecer um pouco abatida.
- Bom dia, menina linda! – Cumprimentei-a com um beijo apaixonado.
- Nossa!! Com uma recepção dessas, devia vir te visitar mais vezes – falou, quase sem fôlego.
- Como estão as coisas lá na sua casa? Edward já está mais calmo? – Perguntei.
- Tirando o fato do meu pai ter lido minha mente enquanto eu me lembrava de tudo que não poderia me lembrar e teria de esquecer perto dele, sim, está tudo bem... – Hã????
- Nessie, te serviram bolo de haxixe no café da manhã? Não entendi nada do que você falou. – Falei, rindo do seu jeito atrapalhado.
- Isso não importa, Jake. Só vim te pedir que fique o mais longe possível do meu pai. Ele não quer nem pensar em ler seus pensamentos. Vê se coloca imagens de motores e parafusos nesta cabeça, ou senão sua vida corre grande risco.
- Quer dizer que não posso mais me lembrar do que fizemos naquele quarto de hotel? – Falei maliciosamente, abraçando-a pela cintura até nossos corpos ficarem colados.
- Não, Jake, não pode. Fique longe lá de casa. Deixa que eu venho te ver. Não vamos dar sorte ao azar e... pare com isso, por favor. – Falou, enquanto meus lábios percorriam seu pescoço.
- Quer que eu me esqueça do gosto da sua pele? Da forma como seu corpo se contorceu de prazer em meus braços? Dos seus seios roçando meu peito nu? – Sussurrei em seu ouvido, provocando-a.
- Você é um doido mesmo! Melhor eu ir embora antes que faça alguma loucura. – Disse, soltando-se de meus braços, corada de vergonha.
- Ei, essa fala é minha – falei, rindo. – Já te falei que meu autocontrole não é muito bom de manhã? – Gritei, rindo ainda, enquanto Nessie se afastava, correndo de volta pra casa.
- Já, e um dia ainda irei me aproveitar disso – ela respondeu, gritando de bem longe.
Eu adorava deixá-la encabulada.
Tomei meu café e fui para a fazenda do Sr. McNamara, consertar uma de suas colheitadeiras. Já fazia um tempo que estava lá, quando meu celular tocou. Era Sam.
- Alô.
- Jacob, é Sam. Não tenho uma notícia boa para te dar. Billy foi atacado por vampiros nômades. Ele está muito machucado, mas graças a Deus está vivo.
Senti o chão sob meus pés sumir.
- Como isso foi acontecer, meu Deus? E meu pai, como ele está? Está no hospital? – Eu não sabia o que perguntar primeiro.
- Ele está sendo tratado no nosso Posto de Saúde, aqui na Aldeia mesmo, Sue está com ele. Mas seria bom se você pudesse trazer o Dr. Cullen, ele entende melhor destes ferimentos.
- Sim, vou falar com ele agora mesmo. Saio anda hoje daqui. Até o fim da tarde estarei aí. Sam, vocês pegaram os miseráveis? – Tudo o que eu queria era por a mão no verme que atacou meu pai.
- Infelizmente não, Jacob. Estávamos com a guarda aberta, mas já estamos caçando-os. Só está faltando você.
- Ainda hoje chego aí. Obrigado por ter ligado. – Sentia o desespero me dominar. Se algo acontecesse com meu pai, não sei o que faria...
Deixei o que estava fazendo, passei em casa para pegar umas roupas e fui para a casa dos Cullen.
Expliquei para Carlisle o que tinha acontecido e ele se prontificou na hora em ir ver meu pai.
- Jacob, se não se importar, vou com vocês. Posso ajudar em alguma coisa. – As palavras de Edward me pegaram de surpresa. Nem tinha notado que ele tinha entrado na sala.
- Acho que a alcatéia é suficiente para caçar estes sanguessugas – falei, até que me dei conta que estava falando da espécie deles. – Desculpe-me, Carlisle, não queria ofendê-los. – Fiquei sem graça, afinal eles estavam se prontificando a me ajudar.
- Não se preocupe, Jake, não me senti ofendido – Carlisle disse, colocando a mão fria em meu ombro.
- Mesmo assim gostaria de acompanhá-los, se não se importar. – Edward estava sendo solidário, isso eu não podia negar.
- Tudo bem, toda ajuda é bem-vinda. – Não sabia como a alcatéia ia recebê-lo, mas este problema eu resolveria depois.
Logo a sala estava cheia. Todos os Cullen, menos Nessie, vieram desejar melhoras para o meu pai e oferecer ajuda. Fiquei emocionado com a demonstração de carinho deles.
- Jacob, Nessie não estava com você? – Bella perguntou?
- Ela esteve lá em casa, mas saiu logo em seguida. – Evitei olhar para Edward, quando me lembrei o recado que ela foi me dar.
- Então ela deve estar passeando na floresta, como gosta de fazer. Se quiser, vou procurá-la.
- Acho que não há tempo, Bella. Precisamos sair o mais rápido possível – falei. Estava triste por não ver Nessie antes de partir, mas não podíamos demorar mais.
- Vou deixar um bilhete pra ela.
Bella me passou um papel e uma caneta.
“Nessie, meu amor,
queria muito ter me despedido de você, mas não tive tempo de procurá-la. Espero que me perdoe. Estou muito preocupado com meu pai e preciso estar lá o mais rápido possível.
Assim que der, mando notícias.
Te amo. Mesmo sem pedir sua permissão, estou te levando no meu coração.
Jake”
Dobrei o bilhete e pedi que entregasse à Nessie.
- Pode deixar que eu explico tudo para ela. Nessie vai ficar chateada de não ter estado com você nesta hora – Bella falou.
Assim que Esme desceu com as malas de Edward e Carlisle, seguimos para Forks. Só esperava e torcia para que meu pai agüentasse os ferimentos até Carlisle chega

Capítulo 18 - O OUTRO LADO - PARTE 3

(POV JAKE)
... - Você não sabe o tamanho do risco que correu, menina.
- O pior é que agora eu sei, Jake. E é muito maior do que eu imaginava.
Comecei a rir meio sem graça. Entendi bem sobre o que aquela maluca estava falando. Devia ser a primeira vez que ela via um homem pelado em plena ereção matinal. Coitadinha...
- Nessie, Nessie... Desta vez Edward acaba comigo. Basta um único pensamento seu sobre isso e eu sou um homem morto.
- Troque-se que eu te levo pra casa – falei, olhando para aquela menininha assustada embrulhada no lençol.
********************
Voltamos correndo pela floresta. Costumava me transformar em lobo quando fazíamos isto antes, mas desta vez mantive-me na forma humana pra evitar o constrangimento de ficar tirando e pondo roupa escondido.
Nenhum de nós quis comentar o acontecido naquela manhã, evitando o assunto, apesar de não conseguir esquecer a visão do corpo escultural de Nessie em minha cama, vestida apenas com calcinha e sutiã. Ela tinha se tornado uma mulher linda. Suas curvas eram de enlouquecer qualquer um.
Nessie ainda se atrapalhava um pouco quando se aventurava a seduzir-me, mas mesmo assim ela ainda era irresistível. Seu jeito meio moleca dava a ela um charme especial.
Paramos na beiro do rio, onde sempre nos encontrávamos. Estava louco para senti-la em meus braços outra vez.
- Ainda não te beijei hoje – disse, mordiscando seus lábios.
- Já sim! Lá no seu quarto – ela falou, já com o coração acelerado, perceptível graças a minha audição apurada.
- Eu estava dormindo, não valeu. – Nem bem terminei de falar, já estava beijando-a avidamente.
- Jake, – perguntou quando nossas bocas se separaram – você me deseja muito?
- Mas do que essa cabecinha pervertida pode imaginar – disse, beijando a ponta do seu nariz.
- Então como você consegue ser tão controlado? – Devia estar se referindo ao fato de eu respeitar os limites impostos por Edward.
Mal sabia Nessie que eu estava à beira da loucura de tanto desejá-la.
- Porque sei que se começar não vou conseguir parar, Nessie. Mas do que você, eu sei o que estou perdendo. Eu já fiz sexo, e sei muito bem imaginar como seria se fosse com você. – Eu não me cansava de imaginar-me fazendo amor com ela.
- Eu nunca fiz, mas imagino também. Aliás, é o que mais faço ultimamente – falou rindo.
Lá vinha Nessie de novo, expondo suas fantasias para mim. Aquela menina gostava de brincar com fogo.
- Nessie, por favor, pare de falar assim senão eu vou acabar fazendo besteira. – Minha boca percorria toda e extensão do seu pescoço, ciente dos arrepios que lhe causava.
Eu já estava no meu limite.
- Você está excitado – sussurrou em meu ouvido. Eu estava verdadeiramente perdido na mão daquela monstrinha.
- Eu sei. A culpa é sua, que fica falando estas coisas e ainda por cima fica roçando os seios no meu peito. – Já não tinha mais controle algum sobre meu corpo.
- Eu não estou fazendo isso.
- Tá sim.
- Se quiser, podemos fazer isso sem roupas para atrapalhar – falou maliciosamente, dando o golpe fatal.
-Nessie... não faz isso comigo. – Naquele momento eu já não seguia mais a voz da razão. Estava dominado pela luxúria.
Nessie colocou suas mãos delicadas por baixo de minha camiseta e começou a acariciar meu peito. Eu mais parecia um brinquedo frágil nas mãos daquela criança. Com um simples toque ela me destruiria sem compaixão.
- Não quer fazer o mesmo comigo, Jake? – Ela perguntou com sua voz doce, enquanto alcançava uma de minhas mãos e a colocava em sua barriga, embaixo da blusa que usava.
Sentir sua pele macia sob minhas mãos era indescritível. Enquanto a beijava, comecei a acariciá-la, subindo a mão até alcançar seus seios, cobertos pela renda de seu sutiã.
Toquei-os por sobre o tecido. Eles estavam bem maiores do que aquela primeira vez, na escada.
Nossos gemidos eram abafados pelo beijo. Podia sentir o corpo de Nessie tremer de desejo. Era a primeira vez que ela era tocada daquela forma. Estava experimentando sensações e prazeres novos.
Levei minhas mãos até o fecho de seu sutiã e o desabotoei. Apesar de minha experiência, eu também estava nervoso, como se nunca tivesse feito aquilo.
Afastei o sutiã e acariciei seus seios. Podia sentir os biquinhos rígidos, por causa da excitação dela. Nessie não demonstrou o menor sinal de que queria que eu parasse. Tremia toda, mal se segurava em pé.
Ansioso por senti-la por completo, passei a tocá-los com as duas mãos. De olhos fechados, gemendo de êxtase, minha boca passeava pelo seu pescoço, procurando seus lábios, faminta por seu gosto.
- Você é tão linda, Nessie... – sussurrava em seu ouvido– é uma verdadeira perdição, menina. Eu já não consigo nem mais trabalhar direito... – Queria que soubesse o quanto ela me deixava doido... o quanto eu a queria.
Sem conseguir me segurar, levantei sua blusa para que pudesse admirá-los. Eram perfeitos, macios, rosados. Tinham o viço da juventude. Ultrapassando todos os limites que eu mesmo tinha estabelecido, levei meus lábios até àqueles seios virginais. Meu gesto fez Nessie quase desfalecer. Só não caiu porque a segurei rapidamente. Ela se contorcia de prazer enquanto os beijava delicadamente. Ouvir seus gemidos me levava à loucura. Eu estava a um passo de deitá-la na relva e fazer amor com ela. Precisava retomar meu juízo.
Abotoei seu sutiã e abaixei sua blusa. Segurei seu rosto entre minhas mãos e encarei seu rosto vermelho, que ainda queimava de desejo
- Tá vendo o que a senhorita me faz fazer? – Falei sorrindo. Beijei-a apaixonadamente, finalizando aquele momento mágico que tínhamos acabado de ter.
Nessie me abraçou, colando seu rosto em meu peito. Não disse nada. Estava encabulada. Podia ouvir seu coração se desacelerando.
- Você gostou? – Perguntei, bem pertinho do seu ouvido.
- Gostei... muuuito, muito mesmo. E você?
- Mais do que qualquer coisa que já tenha feito na vida. – Era a mais pura verdade.
- Nós quebramos o acordo – falei.
- Que acordo? Não me lembro de acordo nenhum... – Nessie estava muito feliz para se dar ao luxo de preocupar-se.
- Seu pai te lembrará – disse rindo.
- Minha esperança é que mamãe dê um trato básico nele lá na Ilha de Esme, e ele volte mais relaxado.
- Vai sonhando... – Nós estávamos bem encrencados, mas a maravilha de ver e sentir os seios de Nessie sob meus lábios valia qualquer preço... até minha morte.
Naquele dia, deitado em minha cama percebi a extensão do meu ato impensado. Por muito pouco eu não tinha cometido a loucura de tirar-lhe a virgindade naquela margem de rio.
Sabia que Edward despejaria sua ira contra nós. Nessie sofreria com as acusações do pai, e seria culpa minha.
Decidi que teria de ser mais controlado nos nossos próximos encontros, afinal tinha dado minha palavra que concordava com os termos daquele ridículo acordo.
Assim, nos dias seguintes, voltei a me segurar, me atendo apenas nos beijos e abraços.
- Jake, o que aconteceu? Você não quer me tocar mais? – Nessie me perguntou, um pouco decepcionada.
- Nessie, faz idéia do quanto cheguei perto de mandar tudo pro espaço e fazer amor com você ali mesmo, perto do rio? Não posso deixar que Edward te castigue por causa da minha irresponsabilidade. Você já tem um problemão nas mãos devido ao que eu fiz. – Respondi, procurando convencê-la do perigo que a fiz correr.
Percebi que ficou triste, parecendo conter o choro.
- Então acha que o que fizemos foi um erro? – Finalmente parecia que ela entendia a gravidade de nossos atos.
- Foi um grande erro, Nessie, e não vai mais se repetir. – Reforcei minhas palavras anteriores.
Para minha surpresa, Nessie saiu correndo para a floresta, sem dizer nada. Corri atrás dela, procurando entender o que tinha acontecido para ela agir assim. Encontrei-a debaixo de uma árvore. Ela sequer me olhou, quando aproximei.
- Nessie, por que está chorando? Por que ficou tão brava e magoada comigo?
- Jacob, por que tudo que acontece de bom na minha é considerado um problema para os outros? Minha mãe teve de perder sua vida humana para me trazer à luz, as pessoas achavam que eu era um monstro, depois os Volturi me viam como uma aberração a ser eliminada, meu desenvolvimento rápido obrigou minha família a se exilar neste fim de mundo, meu pai transformou meu primeiro beijo em um crime e agora você diz que a primeira vez que nos tocamos foi um erro. Meu Deus do céu, o que há de errado comigo? – Perguntou, com a cabeça entre os joelhos, chorando feito um bebê.
Apesar de não entender o motivo de tanta dor, sentei-me do seu lado, puxando-a para junto de meu peito.
Entristecia-me saber que ela pensava daquela forma.
- Tudo bem que todos ficamos assustados com a gravidez de Bella, não posso negar isso, mas desde que você nasceu, Nessie, só nos trouxe alegrias. Você é muito importante pra todos que a amam, principalmente pra mim. Ter feito carícias em você foi a coisa mais prazerosa que já fiz na minha vida. Naquela noite eu nem consegui dormir, ficava lembrando-me da maciez da sua pele, do formato de seus seios sob minhas mãos... Não faz idéia do quanto tenho vontade de tocá-la de novo. – Nunca a tinha visto tão carente. Ela chorou em meu colo por um longo tempo.
- Acho que teria sido melhor que meu vô Carlisle tivesse feito um aborto na minha mãe. Eu só trago problemas pra todo mundo mesmo... – Sua voz estava carregada de ressentimento.
- Nunca mais fale uma besteira dessas, Nessie. – Segurei seu rosto entre as mãos, beijando sua face molhada pelas lágrima. O que estava havendo com minha garotinha?
Beijei sua boca, esperando que a convencesse do quanto a amava. Se era meus carinhos que ela queria, então os teria. Comecei a acariciar sua barriga. Não ia me importar mais com Edward.
- Pára, Jake!! Tira a mão daí – falou, nervosa.
Nem que vivesse dois mil anos, eu entenderia as mulheres. Ela não estava me pedindo exatamente isso minutos atrás?
- Nessie, me passa seu manual de instrução. Estou com dúvidas quanto ao seu funcionamento. – Brinquei, tentando não explodir.
- Jake, eu vou pra casa – falou, já se levantando. – Não estou com paciência pra namorar hoje. Tchau.
Saiu em disparada e eu fiquei imóvel, tentando repassar tudo o que tinha acontecido para ver se compreendia o que tinha feito de errado. Resolvi que o melhor era deixá-la sozinha. À noite iria vê-la, talvez já estivesse mais calma.
Assim que cheguei na casa dos Cullen, percebi que os ânimos estavam exaltados. Alguma coisa acontecera.
Todos estavam na sala, conversando animadamente. Pelo que entendi, falavam sobre Nessie.
- Oi, Jake, veio ver Nessie? Sei lá se ela vai querer descer daquele quarto. – Não entendi por que Emmet disse aquilo.
- Emmet, deixe que ela mesma conte o que aconteceu, se quiser – disse Esme, repreendendo-o.
- Ei, agora eu fiquei curioso. O que aconteceu com minha menina?
- Ela não é mais menina. – Emmet disse rindo.
- Como assim? Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Eu já começava a ficar preocupado.
- É que Nessie se tornou uma mocinha hoje – falou Esme, toda orgulhosa. – Ela ficou menstruada.
Confesso que fui pego de surpresa. Nunca tinha me atinado para este fato. Então Nessie estava experimentando mais uma fase de seu desenvolvimento? Pelo visto as transformações não iriam acabar tão cedo.
- Agora entendo sua irritação de hoje. Eu bem que podia ter imaginado, afinal tenho duas irmãs – falei rindo. – Eram duas TPM’s por mês.
- Jake, alguma vez teve de comprar absorventes para alguma garota? – A cara com que Emmet fez a pergunta, já me fez rir.
- Não que me lembre, por que? – Já quase não me agüentava de rir.
- Sinistro cara!! Muito sinistro... A mulher da farmácia veio com um assunto de fluxo sanguíneo pro meu lado... Parecia até que eu tinha ido comprar comida.
Eu já estava rolando de rir.
- Tem uma tal de “aba” também que é mais complicado que química quântica.
- E como conseguiu comprar? – Perguntei, sem ar, de tanto rir da sua cara.
- Trouxe um de cada tipo. Sabia que tem até para idosas?
- Até onde sei, Emmet, idosas não menstruam mais.
- Então o que é aquele pacotão que eu trouxe? – Emmet perguntou, virando-se para Rosalie.
- Aquilo é fralda geriátrica, seu idiota – Rosalie estava nitidamente irritada com o marido. – Achou mesmo que Nessie poderia usar aquilo? Só se ela fosse uma elefanta com hemorragia, sua anta!!
- Calma, amorzinho! Hoje meu cérebro foi exigido mais do que em qualquer outra situação em que eu tenha estado. Deveria ter uma faculdade para ensinar-nos a comprar este tal de absorvente. Êta coisinha complicada!!!
Quando Nessie desceu, eu já tinha controlado o riso.
Sem dizer nada, ela segurou minha mão e me puxou para o jardim. Não pareceu menos irritada do que antes. Era melhor não atiçar a fera.
Abracei-a. Pensei em dizer algo, perguntar como estava se sentindo...
- Jake, se falar alguma coisa, quebro sua cara.
- Calma, Nessie, eu não ia falar nada.
Talvez Edward não fosse tão assustador quanto eu imaginava. Ele nem sequer tinha TPM.
Ficamos abraçados, em silêncio. Era melhor assim, se quisesse preservar minha integridade física.
Quantos dias mesmo que durava isso??...
Sem nenhum arranhão, às custas de muito jogo de cintura e algumas caixas de chocolate para presentear Nessie, consegui passar pelo seu período menstrual. Eu teria vinte e oito dias de trégua até a próxima batalha. Eram férias justas.
Dentro de uma semana Edward e Bella voltariam. Eles não voltaram com Carlisle porque tinham ido para uma segunda lua-de-mel na Ilha de Esme.
Era melhor aproveitar o tempo de privacidade que restava para nós.
- Nessie, será que seus avós deixariam você ir à Olympia comigo amanhã? Tenho de comprar umas peças para um motor que estou consertando e queria que fosse junto. Volto amanhã mesmo, no anoitecer.
Pensei que Nessie gostaria de sair de seu exílio um pouco, ver lugares e rostos novos.
- Jura??? Eu adoraria ir – falou toda empolgada. – Vou falar com eles.
Teríamos um tempo juntos, sem nos preocuparmos com os super-ouvidos de seus parentes.
No fim da tarde recebi uma ligação de Nessie. Estava triste e decepcionada.
- Jake, não poderei ir. Minha vó não deixou. – Sua voz era de quem tinha chorado.
- Se soubesse que ficaria tão chateada, não teria te chamado, Nessie. Não fique triste, teremos muitas oportunidades de viajarmos juntos. Daqui um ano estaremos casados e ninguém mais mandará em você. Só eu, claro. – Falei rindo, tentando brincar para ver se ela se animava um pouco.
- Mas eu queria tanto ir com você... Vou ficar sem te ver o dia inteiro – disse, toda dengosa.
- Quando eu chegar, vou compensar cada minuto que ficarmos separados. – Estava com pena dela.
- Vou cobrar, pode ter certeza.
- Disso eu não tenho a menor dúvida. – Ri, já prevendo o tamanho do problema que estava criando para mim.
Pouco tempo depois, Nessie ligou novamente, eufórica.
- Eu vou!!!! Minha mãe deixou. Vai ser nossa primeira viagem juntos. Ah, Jake, estou tão feliz!! – Era contagiante sua alegria.
- Eu também estou muito feliz, Nessie. Amanhã passo aí lá pelas sete horas, tudo bem?
- Estarei pronta. Te amo!! – Parecia uma criança falando.
- Também te amo, você não sabe o quanto...
Estava feliz de viajarmos juntos, mas ao mesmo tempo sabia que seria muito mais difícil me controlar, sabendo que ninguém estaria nos vigiando. Eu tinha de manter uma distância segura de Nessie, se quisesse preservar meu autocontrole.
As sete em ponto, estacionei minha caminhonete na porta de sua casa. Nessie já estava pronta. Vestia uma saia curta que me fez tremer na base. Desconfiei que as coisas não seriam fáceis para mim.
Despedimo-nos de todos, procurando desviar-me dos olhares ameaçadores da “Noiva do Chucky”, vulgo Rosalie.
- Vou cuidar bem dela – falei.
- Espero que sua definição de cuidar não envolva gemidos. Quando eu “cuido bem” da Rose ela falta latir. – Quando Emmet abria a boca, podia esperar que lá vinha besteira.
- TIO!!!! – Nessie gritou toda encabulada.
Balancei a cabeça, sem graça por aquele comentário ter sido feito na frente de Esme. Apesar de ser jovem, eu a via como uma mãe.
Ainda fechava a porta do carro quando ouvi um “AAAAAAIII!!”
- Bem feito – falei rindo. A Barbie Assassina devia ter soltado o braço em Emmet.
Chegamos e fomos direto para as lojas de peças. Estava preocupado se Nessie estava entediada com aquela chatice de compra de peças.
- Jake, está tudo bem – Nessie falou, quando perguntei como estava. – Eu estou curtindo cada minuto ao seu lado.
Como algumas encomendas ficaram para serem entregues à tarde, resolvi levar Nessie para almoçar no restaurante do hotel onde eu sempre me hospedava quando vinha a Olympia.
- Nessie, vou pegar um quarto para nós, assim teremos um lugar para descansarmos um pouco. – Para ser franco, descansar era a última coisa que esperava fazer. Queria ficar a sós com Nessie, para podermos nos beijar mais à vontade.
- Hã... tudo bem. – Senti um traço de nervosismo em sua expressão.
Após o almoço, fomos para o quarto. Assim que vi a cama, percebi que teria de me esforçar muito mais do que imaginei.
Enquanto Nessie foi ao banheiro, aproveitei para tirar meus sapatos e minha camisa, para que não amassasse muito, e me deitei na cama. Estava um pouco cansado pela noite mal dormida, devido à ansiedade pela viagem.
Pouco tempo depois Nessie voltou.
- Vou escovar meus dentes e já volto – falei, me levantando. – Escolha um filme legal para vermos.
Dei um beijo em seu pescoço quando passei ao seu lado. Ela era irresistível.
Pensei em tomar um banho gelado, para ver se ajudava a diminuir o tesão que estava sentindo, mas preferi escovar os dentes e voltar rápido pra cama, para ficar com Nessie.
A vi assim que entrei no quarto. Estava deitada na cama, com as coxas praticamente descobertas e com a blusa um pouco levantada, deixando à mostra parte da barriga. Eu estava literalmente fu...
Engoli seco enquanto percorria a extensão de seu corpo perfeito com meus olhos.
Ela me sorriu e apontou para o lugar a seu lado, me convidando a deitar. Neste momento eu mal conseguia respirar.
Deitou a cabeça em meu ombro, deixando um dos braços sobre meu peito.
Aproximei mais seu corpo junto ao meu e prestei atenção na televisão. Pra situação ficar pior do que estava, ela tinha escolhido o filme “Nove Semanas e Meia de Amor” para assistirmos.
- Não tinha um mais recente para escolher? – Perguntei, desconfiado de que tinha sido proposital.
- Gosto desse – respondeu secamente.
- Ele não é muito apropriado para sua idade. – Tentei dissuadi-la
- Jake, semanas atrás meus seios estavam em sua boca. Acho que posso ver esse filme sem me traumatizar – falou ironicamente.
- Nessie, Nessie... – Não tinha muito o que falar diante de tal argumento.
As cenas do filme e a proximidade do corpo de Nessie formaram uma mistura explosiva em mim. Eu já não agüentava mais me segurar.
Antes que me desse conta, agarrei-a e comecei a beijá-la, enquanto acariciava sua cintura.
Nessie ergueu a perna, jogando-a sobre a minha, de forma que nossos sexos se encaixaram perfeitamente. Eu estava mais excitado do que nunca. Subi minha mão por sua barriga até encontrar seus seios. Beijava seu pescoço e orelha, me deliciando com seu cheiro inebriante. Ouvi quando ela gemeu alto, sem conseguir controlar o próprio prazer.
Num único movimento tirei sua blusa e logo depois, o sutiã.
Eu já não pensava para agir, seguia apenas meus instintos. Deitei-me sobre seu corpo e comecei a beijar sua boca, colo, seios e barriga. Descia e subia, beijando-a do umbigo até o pescoço e vice-versa. O prazer que aquilo me proporcionava era inexplicável. Eu estava louco por aquela menina.
- Você é tão linda, Nessie. Sua pele é tão macia e cheirosa – sussurrava em seus ouvidos. – É tão difícil resistir... tão difícil...
- Não resista, Jake – ela pedia. – Vamos aproveitar que estamos aqui sozinhos. Eu te amo tanto... Quero ser sua agora.
Afundei meu rosto no seu pescoço, entre seus cabelos, procurando resgatar um mínimo de controle.
- Não faz assim comigo, Nessie. Não me pede isso. – Achei que estava sem forças para lutar, mas consegui sair de cima dela, sentando-me na cama.
Respirei fundo, me sentindo vitorioso por ter conseguido parar, até que Nessie se ajoelhou do meu lado, comprimindo os seios entre os braços, enquanto apoiava as mãos sobre seus joelhos.
- Jake, o que foi? – Perguntou, triste por eu ter me afastado.
Não me contive diante de tanta beleza.
- Vem cá, menina.
Sentei-a no meu colo, colocando suas pernas ao lado do meu quadril, de forma que ficou de frente para mim. Sua saia se levantou, deixando toda sua calcinha à vista. Eu não era tão forte assim... eu era apenas um homem.
Coloquei a mão em volta de sua nuca e a puxei, juntando nossos lábios. Beijei-a com volúpia e desejo. Desci minhas mãos, acariciando suas coxas e nádegas perfeitas. Quando a apertava, sentia nossos sexos se juntarem, proporcionando um prazer alucinante a nós dois.
Percebi que Nessie tentava abrir o botão da minha calça. Sentir sua mão me tocando ali, era enlouquecedor. Segurei-a, impedindo que prosseguisse.
- Nessie, aí não, por favor.
Deixou sua mão pousada sobre meu membro, me fazendo contorcer de prazer.
- Jake, eu também quero te tocar, te dar prazer, assim como está me dando – falou quase sem fôlego no seu ouvido, enquanto dava leves apertões em meu membro excitado, me arrancando gemidos altos.
Pela segunda vez, tentou abrir meu zíper. Desta vez a ajudei, me livrando rapidamente da calça. Abri sua saia e a tirei, deslizando-a corpo acima. Eu já estava completamente dominado por aquela garota inexperiente. Estava a sua mercê.
Apenas o tecido leve de nossas roupas íntimas separavam nossas partes íntimas. Eu podia sentir a pulsação e a umidade que proviam do meio de suas pernas. Aquilo aumentou o prazer que aquela proximidade nos causava.
Tentava manter o máximo possível, meus olhos nos seus. Não queria perder um só momento daquelas novas descobertas de Nessie.
Por um tempo, ficamos nos beijando, movimentando nossos corpos em busca de prazer. Gemíamos como loucos, jogando-nos de cabeça na luxúria do momento. Para aumentar seu deleite , passei a beijar-lhe os seios, sugando seus mamilos, e aumentei o movimento de meu quadril. Percebi que a respiração de Nessie estava completamente irregular.
- Jake, eu...eu acho que... que vou... hã... eu vou... – Com sua voz doce e entrecortada, ela me dizia que estava prestes a gozar. Eu quase fui ao céu com a possibilidade de vê-la tendo, pela primeira vez, um orgasmo comigo.
- Vai, Nessie, deixa acontecer, meu amor, vai ver o quanto é bom. – Falei carinhosamente, tentando deixá-la mais à vontade.
- Oh, Jake... oh...
Então ela explodiu em espasmos. Apoiou o rosto em meu ombro, apertando minhas costas com as mãos e gemeu alto, sem conseguir se conter.
Esperei que seu corpo se restabelecesse e segurei em seus ombros, empurrando-a gentilmente para que olhasse para mim. Gotas de suor brotavam em sua testa. Ela estava corada, possivelmente envergonhada. Dei-lhe um sorriso, mostrando meu contentamento.
- Desculpe se fui muito escandalosa – falou, evitando meus olhos.
Ri de sua timidez e a abracei.
- Você foi perfeita, Nessie. Agora estamos quites. – Eu tinha lhe devolvido o presente que me dera naquela margem de rio.
- Você não quer ir também? – Perguntou meio sem graça. – A gente pode continuar. – Ela era um doce se preocupando comigo.
- Menina, menina... já corremos muito risco hoje. Seu pai já tem argumentos suficientes para me matar e te colocar no convento. E não duvide disso. – Eu já tinha tido mais do que podia querer naquele dia. Tinha acabo de fazer Nessie tremer de êxtase em meu colo. Era hora de parar.
- Não estou nem aí para meu pai. Eu já sou uma mulher e ele terá de aceitar isso de uma vez por todas. – Falou, irritada.
- Ei, espera aí, mulher não!! Já chegou quase lá, mas por enquanto ainda é minha garotinha. – Falei rindo.
- Podemos resolver isso agora mesmo. – Minha monstrinha de estimação estava me saindo melhor que a encomenda.
- Você é um perigo, menina. – Tirei-a do meu colo, rindo ainda, e levantei-me. Precisava de um banho gelado para me acalmar, ou talvez mais do que isso...
Enquanto seguia para o banheiro, percebi a forma como Nessie encarou meu corpo. Aquilo quase me fez voltar.
- Vou tomar um banho – disse, pegando minhas roupas espalhadas. – Aproveite e descanse um pouco – falei.
Entrei no chuveiro e deixei a água escorrer em meu corpo. Sem muito esforço, livrei-me daquela ereção constrangedora e me saciei um pouco.
Logo que saí, Nessie também foi tomar banho.
No fim da tarde já estávamos voltando pra casa, com todas as peças compradas.
Eu estava transbordando de felicidade. Ter Nessie em meus braços, da forma que tive, tinha sido extraordinário, mas sabia que teríamos de arcar com as conseqüências dos nossos atos, depois.
- O que está te preocupando, Jake? Você está tão calado. – Nessie perguntou, preocupada.
- Eu sei me defender de Edward, Nessie, mas temo pelo que ele possa fazer com você – falei.
- Jake, meu pai jamais me machucaria. Não pode pensar isso dele. – Ela pareceu chateada .com a possibilidade que coloquei.
- Claro que sei que ele não te agrediria de forma nenhuma, mas tenho medo é que ele nos separe, indo embora com você. – Este era meu maior medo.
- O nosso amor é mais forte que qualquer distância ou empecilho, Jake – disse-me, olhando em meus olhos. - Não há nada no mundo capaz de nos separar. Eu te amo desde que nasci. Te amei de todas as formas possíveis que se possa amar alguém. Isso tem de estar acima da fúria do meu pai. Ele vai ter de entender. – Falou com a voz doce e apaixonada.
Eu era o homem mais feliz do mundo por merecer o amor de uma menina tão linda e meiga feito Nessie.
- Realmente, Nessie, não há força no mundo capaz de nos separar.
Já era noite quando parei em frente sua casa. Dei-lhe um beijo de despedida, ainda dentro da caminhonete.
- Tchau, Nessie. Foi maravilhoso viajar com você – falei baixinho, no seu ouvido.
Ela colocou o dedo nos lábios, sinalizando que alguém poderia nos ouvir.
- Não tem ninguém por perto – sussurrei, rindo do seu cuidado. – Meus ouvidos também são ótimos, esqueceu?
- Também adorei viajar com você, meu amor. – Falou, me lançando um sorriso malicioso.
Beijei-a mais uma vez, passando as mãos sobre seus seios. Eu não me cansava de acariciá-los.
- Tchau, menina. Desça logo antes que eu te leve para minha casa e termine o que comecei – cochichei em seu ouvido.
- Eu adoraria. – Ela sabia como me deixar louco.
Ouvi passos. Fiz um sinal avisando que alguém estava chegando. Era Carlisle.
Nessie saiu do carro e foi abraçá-lo. Cumprimentei-o com um aceno e liguei o carro, indo para minha cabana.
TO BE CONTINUED...


Autora:Valentina

Capitulo 17 - Do Outro Lado Parte II

(POV JAKE)


... - Jacob, - Carlisle falou – meu filho não está em condições emocionais de conversar agora. Vá pra sua casa e volte amanhã de manhã. Esfriem a cabeça. É o melhor a fazer.
Edward estava com os punhos fechados. Respirava fundo, tentando se acalmar, mas sabia que a qualquer momento ele poderia me atacar. Ninguém ali era suficientemente veloz para evitar uma investida dele contra mim. Minha vida estava por um fio.
- Voltarei amanhã para resolvermos este assunto – falei sério. – Não quero que Nessie se sinta culpada.
O silêncio foi a única resposta de Edward.
Fui para a cabana, transformado. Precisava da racionalidade do “lobo” para não pirar.
Depois de um banho, deitei-me e pude, enfim, reviver em minha mente o gosto delicioso da boca de Nessie. Seus lábios eram macios, doces.
Sonhei com ela, mas nem ouso descrever o sonho...
******************
É claro que não precisaria anunciar minha chegada. O “Sr. Telepata” só sintonizava um canal: minha cabeça, claro. Era uma verdadeira obsessão. Ele, com certeza, já sabia que eu estava chegando.
Esme pediu-me que fosse ao escritório. Assim que entrei, dei de cara com Nessie. Fui pego de surpresa, não esperava que ela participasse da conversa. Estava linda.
Senti um calor no corpo quando nossos olhos se cruzaram. As imagens do beijo invadiram minha cabeça.
“Peraí!!! O que aconteceu com Edward que ainda não me repreendeu com aquele olharzinho de professora primária?”
Eu não estava entendendo sua reação, ou melhor, a falta dela.
“Nessie está sem sutiã.” Sei que este pensamento foi uma verdadeira missão kamikaze, mas tinha de testar Edward.
Ele permaneceu impassível.
“Seu pinto é pequeno.” Tá bom... eu tinha acordado com um preocupante comportamento suicida, mas ninguém pode imaginar a emoção que estava sentindo em perceber, pela primeira vez desde que o conheci, que meus pensamentos eram só meus. Será que minhas preces tinham sido atendidas?
- Eu vou propor um acordo com vocês – sua voz me fez abandonar minha brincadeirinha irresponsável – Eu permito que os dois namorem. Vocês namorarão até Renesmee completar seu desenvolvimento, que segundo nossas pesquisas se dará daqui a um ano mais ou menos. Então se casarão. Enquanto isso – ele me encarou com aquele olhar de pit bull não vacinado – vocês não poderão ir além de beijos. Nada além disso. E não pensem em me enganar porque o escudo da Bella não vai durar pra sempre.
Então era isso, o escudo de Bella!!!!
- Essas são minhas condições – ele continuou. - Se não forem cumpridas não respondo por meus atos. Não duvidem do que estou ameaçando.
Conhecia Edward o suficiente para saber que ele cumpriria sua ameaça.
- Ah! E não me venha dizer que é impossível se controlar, Sr. Jacob Black, porque eu sei muito bem que é possível. Eu mesmo o fiz.
“Claro que conseguiu”, pensei. Era um frígido sem sangue nas veias que não conseguia controlar a própria força. Aliás, sempre tive vontade de perguntar a Bella se o Vampirinho Júnior funcionava. O cara não tinha nem sangue pra fazer a coisa subir. Para mim Nessie era fruto de inseminação artificial.
Puta que pariu!!! Tinha pensado uma coisa dessa e ainda estava vivo. Este definitivamente era o melhor dia da minha vida.
- Tudo bem, Edward. Aceitamos seus termos. – Falei sério. Era melhor não brincar com a passionalidade de Edward. Olhei para Nessie, esperando que ela também aceitasse os termos do acordo.
- Tá pai, por mim tudo bem.
- Então estamos combinados. A partir de hoje vocês são oficialmente namorados. – Nem a cara de enterro de Edward foi capaz de estragar a alegria que senti naquele momento. Nessie era finalmente minha namorada.
- Pai, não acha que o Jake deveria me pedir em namoro primeiro? – Que gracinha, ela era romântica. É claro que queria um pedido oficial.
Nessie estava tão envergonhada que nem olhou pra mim.
- Srta. Cullen, acho que aquele agarramento de ontem deixou claro que vocês preferiram pular essa parte. Estou errado? – O estraga prazeres tinha de “melar” o momento dela!!.
Como minha voz ele escutava, preferi ficar em silêncio.
- Se vocês quiserem podem ir dar uma volta. Acho que têm muito o que conversar. Estou falando CONVERSAR!! Ouviram?
Será que se existisse uma doença capaz de matar morcegos, poderia ser fatal em vampiros também? Ia procurar no Google.
- Paaai, nas noites todas que você passou no quarto da mamãe quando eram namorados, vocês só conversavam? Noooossa, quanto assunto....
O surto suicida era contagioso. Peguei a mão de Nessie e praticamente saí voando com ela dali.
Levei-a para perto do rio. Lá era longe da casa o bastante para que não pudessem nos ouvir.
- Nessie – falei – você quer mesmo namorar comigo? – Perguntei carinhosamente.
Nossos rostos estavam próximos. Eu segurava em seus ombros, para que nossos olhos se encontrassem.
- É tudo o que mais quero – ela sussurrou timidamente.
Beijei-a novamente. Foi um beijo calmo, gentil, apaixonado. Não queria assustá-la. Nessie ainda estava insegura em corresponder ao beijo, mas mesmo assim sua boca era deliciosamente tentadora.
Mantive meu quadril o mais longe possível dela, prevendo o estado em que ficaria. Bastava tocá-la para que meu corpo respondesse imediatamente à maciez e ao cheiro de sua pele. Eu a desejava mais do que podia controlar.
Quando paramos de nos beijar, falei brincando:
- Para uma iniciante você beija muito bem, Srta. Renesmee.
Ela mais uma vez ficou vermelha. Nessie nunca tinha sido tímida comigo, muito pelo contrário. Contava-me coisas que não contava a ninguém, mas isso fora antes de nos apaixonarmos. Agora por qualquer coisa ela corava, fato que me enlouquecia mais ainda.
Nessie afundou o rosto em meu peito e ficamos assim, abraçados, por um longo tempo.
- Você não sabe como eu sonhei em tê-la em meus braços desse jeito – falei.
- Mas eu já estive em seus braços tantas vezes. – Ela não tinha noção da diferença de meus sentimentos agora.
- Mas antes você só me via como amigo, agora é minha namorada!!
- Jake, quando você começou a gostar de mim? – Me surpreendi com sua pergunta.
- Se eu te contar quando foi que percebi que estava apaixonado, você vai ficar envergonhada – falei, lembrando-me do incidente da escada.
- Por quê? – Se ela soubesse a resposta, não teria perguntado isso.
- Tá bom, vou contar. Foi no dia que você colocou minhas mãos nos seus seios. O que eu senti não tinha nada a ver com amizade - comecei a rir, sabendo quão encabulada ficaria – então eu percebi que eu não te amava mais como um irmão mais velho. Era diferente. Quando você voltou do Alaska e eu vi a mulher linda que você tinha se tornado eu soube que teria de me declarar. Eu ia fazer isso lá no jardim mais aí você me agarrou... – Eu realmente estava sendo cruel com sua timidez.
Nessie ficou da cor de um tomate.
- Jake, por favor, esquece aquela “coisa” da mão. Promete que nunca mais você vai me lembrar disso, promete? – Ela me pagaria caro por um “sim”.
- Tudo bem, nunca mais falo disso. Agora, me pedir para esquecer... Nem se eu quisesse, Nessie... nem se eu quisesse. Se fechar os olhos eu ainda posso sentir seus seios em minhas mãos. – Eu estava sendo sincero.

E assim, nos dias seguintes, via Nessie diariamente. Passeávamos, jogávamos, às vezes assistíamos televisão. Um namoro que mais parecia da época de Edward do que da minha. Eu não reclamava, ficar ao lado de Nessie era bom de qualquer jeito.
Nossos beijos foram ficando mais ardentes, conforme Nessie se sentia mais segura em corresponder. Minha menina estava ficando expert na arte do beijo, para meu total desespero. Me segurar ficava cada vez mais difícil, ainda mais com minha menina botando as asinhas de fora.
Cumprir a promessa de não tocá-la seria a mais árdua batalha que já enfrentei.
Nunca lutei tanto com meus instintos sexuais, como naquele dois meses que se seguiram. Eu estava a perigo, mas me recusava a me satisfazer com uma garota qualquer. Seria fiel a Nessie custasse o que custasse.
- Nessie, por amor a minha vida, pára com isso. – Parecia que a “Pomba Gira” tinha baixado nela. Andava impossível no seu intuito de vencer meu autocontrole.
- Isso o que, Jake? – Perguntou, dando uma de inocente.
- Tira a sua língua da minha orelha antes que eu cometa uma besteira – falei, soltando um longo suspiro de impaciência.
- ESSA MERDA DE “ACORDO” QUE FIZEMOS ESTÁ ME DANDO NOS NERVOS!!!
Pronto!! Agora o espírito invasor estava no comando.
Coloquei minha mão em sua boca tentando evitar que ela gritasse mais.
- Calma, Nessie. Ficou louca?
- Estou ficando – falou, enquanto colocava as mãos na cabeça.
Nessie pareceu ausente por um tempo, até que...
- Jake, queria que você me entendesse melhor. Que soubesse por que às vezes é tão difícil eu me controlar – falou.
- Eu sei que é difícil, Nessie. Você não faz idéia do esforço que ando fazendo. Eu tomo uns dez banhos frios por dia – falei rindo, me lembrando dos meus banhos gelados de manhã e à noite.
- Quer tentar uma coisa?
“Muita calma nesta hora, Jake”, repeti para mim mesmo. Pela cara de Nessie, eu estava fu...
- Vem cá, Jake. Encoste sua testa na minha que vou te mostrar o que está me deixando maluca.
Estava tão nervoso e receoso, que não me lembrei de seus poderes aposentados.
- Vem cá seu bobo, eu não vou tirar sua virgindade à força não – falou rindo, usando sua força de vampira para me arrastar até ela.
- Tudo bem, seja lá o que Deus quiser. Só vou avisando Nessie, eu não sou de ferro e nem VIRGEM!! – Essa menina estava muito abusada.
Encostei sua testa na minha e fitou meus olhos intensamente. Percebi na hora do que se tratava.
Comecei a ver cenas de nosso reencontro depois da viagem ao Alaska, as sensações que meu corpo provocava nela quando nos abraçávamos, as emoção do nosso primeiro beijo, a excitação de quando nossas línguas se encontravam, sonhos eróticos que ela vinha tendo comigo e até imagens de suas próprias fantasias da gente fazendo amor... Todas estas imagens me foram transmitidas por aquela cabecinha inconseqüente. Por mais que tentasse, e olha que eu tentei muito, fui me envolvendo naquelas cenas quentes, e ao mesmo tempo ingênuas, que Nessie tinha criado em sua cabeça e quando vi estava gozando. Gemendo como um garoto de doze anos diante de uma foto de mulher nua.
- Jake? O que foi?
Soltei-a rapidamente e me virei de costas para ela. Era inconcebível que aquilo tivesse acontecido. Verdadeiramente constrangedor.
- Desculpe- me, Nessie. Eu não consegui me controlar. – Disse, de cabeça baixa, me sentindo ridículo.
- Jake, você... – Ela demorou um pouco para entender o que tinha acontecido.
Quando percebeu, ficou sem ação.
- Desculpe-me, eu não sabia que... Como eu podia imaginar que...? – Nessie não tinha feito com esta intenção, sabia disso.
- Nessie, eu preciso ir embora. – Disse olhando para baixo – Isso não podia ter acontecido, desculpa mesmo.
Corri para a floresta. Não demoraria muito até que Edward descobrisse tudo. Além de ferrado, eu ainda seria motivo de chacota pra ele.
Isso é que dava ficar tanto tempo sem sexo.
Dormi mal naquela noite, preocupado com o que poderia ter acontecido com Nessie. Achei melhor ligar logo cedo pra ela.
- Te acordei?
- Não se preocupe, não existe forma mais maravilhosa de acordar do que ouvindo sua voz. – Abri um sorriso ao ouvir sua voz manhosa.
- Fiquei preocupado com você. Como seu pai reagiu? Queria ter ido aí te ajudar, mas achei que poderia piorar as coisas e também porque estava um pouco envergonhado. Não sei como aquilo aconteceu. Eu não sou mais um garotinho de treze anos para agir daquela forma descontrolada. Desculpe-me, Nessie.
- Pra dizer a verdade eu até achei bonitinho – falou rindo.
Aquela menina não tinha juízo nenhum.
-Nessie, pare com isso. Vamos esquecer o incidente, por favor. – Mesmo por telefone eu ainda estava sem graça.
- Esquece as mãos nos meus seios que eu esqueço seu orgasmo. Combinado? – Minha garotinha era bem maquiavélica quando queria
- Quando foi que você se tornou esta mulher fria e calculista? – Perguntei brincando.
- Acho que é efeito colateral da abstinência forçada. Tô virando a “Mulher Lagartixa”, to subindo pelas paredes – falou rindo.
Só Nessie mesmo pra inventar essas coisas.
- Vou desligar antes que seu pai entre aí e faça você engolir este celular. Tchau amor, te amo.
- Tchau, Jake. Também te amo.
Desliguei o telefone transbordando de felicidade.
Para não estragar minha alegria, evitei encontrar com meu “sogro” nos dias seguintes. Pra falar a verdade eu estava com vergonha dele.
Eu e Nessie nos encontrávamos na beira do rio, já que ela tinha sido proibida de freqüentar minha casa.
Eu era praticamente a única pessoa que não era de sua família, com quem ela convivia. Isso me dava pena. Torcia para que seu desenvolvimento se completasse para que Nessie pudesse sair mais, ir à escola, conhecer outras pessoas, mesmo que fosse por um tempo limitado, como acontecia com os outros vampiros de sua família.
Quando fiquei sabendo que Edward, Bella e Carlisle iam para o Brasil, dei pulos de alegria. Finalmente eu e Nessie teríamos um pouco de paz... e de liberdade também. Eu poderia voltar a pensar no que eu quisesse, isso, claro, se o telepata não tivesse instalado uma antena de alta freqüência na cabeça. Ele era bem capaz disso, só pra ficar me vigiando de longe.
Um dia antes de partirem, Edward me chamou para uma conversa reservada. De quem eu não sei, pois sua família iria escutar de qualquer jeito e assim que me transformasse em lobo, minha alcatéia também ficaria sabendo. O fato é que segredo era algo que só conseguíamos ter com a coitadinha da Nessie.
Edward deixou claro que mesmo não estando aqui, os termos do acordo teriam de ser cumpridos à risca, senão... Eu nunca cheguei a perguntar pra ele o que realmente ele faria se eu levasse Nessie pra cama. Para ser franco era melhor não saber. Quando se tratava da filha, era melhor não brincar com Edward.
O dia em que partiram, trabalhei exaustivamente em uma máquina de um cliente. Cheguei em casa morto de cansado. Tomei um banho e desmaiei em minha confortável cama.
Lá estava eu, embarcando em mais um sonho com Nessie e, como sempre, impróprio para menores.
Eu a abraçava, seminua, enquanto beijava seu pescoço, arrancando-lhe gemidos profundos. Meu membro já estava pronto, era só possuí-la.
Tirei-o para fora e comecei a descer sua calcinha. Era melhor fazermos rápido antes que alguém chegasse.
- Jake, não! Assim não. Por favor, pára.
Que estranho, Nessie nunca me mandava parar em meus sonhos.
Abri os olhos para ver se acordava. Mesmo em sonhos, não gostava de ser rejeitado. Dei de cara com os olhos apavorados de Nessie, deitada sob meu corpo. Fiquei aterrorizado. Eu estava atacando ela??? Não era um sonho, meu Deus!!!!!
- NESSIE, PELO AMOR DE DEUS, O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI!! ACHEI QUE ESTAVA SONHANDO!! – Gritei, saindo de cima dela e procurando me recompor o mais rápido possível.
Nessie continuou deitada como estava, catatônica.
-Nessie, eu te machuquei? O que eu fiz com você? Pelo amor de Deus, fala alguma coisa. – Será que eu a tinha possuído enquanto dormia? Será que foi contra sua vontade? Eu estava desesperado com o que podia ter acontecido.
Olhei para seu corpo procurando sinais de que havíamos feito sexo. Não havia evidências. Nessie estava apenas de calcinha e sutiã. Fiquei boquiaberto com a perfeição de seu corpo. Era a primeira vez que a via com tão pouca roupa.
Percebi que ela se sentiu envergonhada. Puxei o lençol e a cobri rapidamente, sem graça por ter sido tão descarado
- Ja...Jake – falou enfim, com a voz bem baixinha – não aconteceu nada, você não me... a gente não... – Ela estava tão nervosa que não conseguia falar direito.
- O que você está fazendo aqui? Como você veio parar seminua aqui na minha cama? Eu devo está tendo uma crise de amnésia, pois tenho certeza que dormi sozinho. – Levei minhas mãos na cabeça tentando colocar os pensamentos em ordem.
- Eu vim te visitar agora de manhã – começou a explicar. - Vi você dormindo e deu vontade de me deitar a seu lado. Aí você começou a me agarrar. Pensei que estava acordado. Estava tão bom... até que você tirou aquele negócio... hum... o seu... hum... pra fora e... Bem, antes que você o colocasse dentro de mim eu pedi que parasse e aí você acordou e... – Aquela doida não tinha coragem de falar “pinto”, mas teve coragem de se despir e deitar sobre mim sem sequer medir as conseqüências do seu ato. Eu definitivamente não entendia as mulheres.
- Nessie, você faz idéia do que poderia ter acontecido nesse quarto? Sabe que eu poderia tê-la machucado? – Falei calmo para não parecer que estava repreendendo-a. – Eu não me perdoaria nunca se tivesse feito alguma coisa com você de forma indelicada. Eu nem sabia o que estava fazendo. Não é assim que quero que aconteça nossa primeira vez, espero que pelo menos eu esteja acordado!
- Desculpe-me, Jake. – Ela parecia uma garotinha que tinha sido pega fazendo algo errado. Se bem que era isso mesmo o que tinha acontecido.
- Agora, sua maluca, eu vou sair para você se vestir. De manhã meu autocontrole não funciona muito bem – sorri maliciosamente.
- Tive o prazer de constatar que isso é bem verdade. – Sorriu maliciosamente também, soltando um suspiro logo em seguida.
- Você não sabe o tamanho do risco que correu, menina.
- O pior é que agora eu sei, Jake. E é muito maior do que eu imaginava.
Comecei a rir meio sem graça. Entendi bem sobre o que aquela maluca estava falando. Devia ser a primeira vez que ela via um homem pelado em plena ereção matinal. Coitadinha...
- Nessie, Nessie... Desta vez Edward acaba comigo. Basta um único pensamento seu sobre isso e eu sou um homem morto.
- Troque-se que eu te levo pra casa – falei, olhando para aquela menininha assustada embrulhada no lençol.
TO BE CONTINUED...



Autora: Valentina LB
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